Chefe do Governo observou que num Estado democrático, como Cabo Verde, cada órgão de Soberania tem competências próprias
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, reagiu esta segunda-feira, 18, com “toda a naturalidade” à decisão do Presidente da República de promulgar a proposta de lei do Governo alterando a supervisão do Fundo Soberano.
Numa declaração à Imprensa, na Cidade da Praia, o PM disse mesmo que encara “com naturalidade” e “tranquilidade máxima” a promulgação feita pelo Presidente da República.
“Esta é uma matéria que nós temos que encarar com toda a naturalidade”, reforçou, admitindo que esta situação poderá vir a acontecer mais vezes, assim como acontece e já aconteceu em Cabo Verde e em vários países democráticos, observando que num Estado democrático, como Cabo Verde, cada órgão de Soberania tem competências próprias.
Entretanto, UCS advertiu que no momento em que houver alguma divergência “há mecanismos” que permitam resolver as coisas dentro do quadro institucional, constitucional e das leis, pelo que deixou transparecer “máxima tranquilidade” no que se refere a esta matéria.
Refira-se que foi promulgado, pelo Chefe de Estado, no passado dia 8, a alteração ao Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado, aprovado pela Assembleia Nacional, a 25 de março, após devolução pelo Presidente da República.
Recorda-se que 41 Deputados – MpD e UCID – validaram a proposta do Fundo Soberano, com os 25 Deputados do PAICV na sessão a votarem contra.



Sobre este e outros assuntos, o presidente da República, tem dado ouvido aos radicais do paicv, que mais não querem que contribuir para ruir o mandato dele. Ele, ávido por ir uma contusão, criou um caso político. Resultado: entrou queimado e saiu chamuscado. Desde que JMN tomou posse como presidente da República, que o Ulisses só tem acumulado vitórias políticas importantes sobre o “Zé de Pedra Barros”. Detalhe: JMN sabe que perde sempre, mas a pedido de seus radicais JMN quer que falem sempre dele, ainda por piores motivos. A tese é: se não sujar à entrada, suja à saída.
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