Pobreza extrema em Cabo Verde desce para 2,3% e pode ser erradicada em 2026

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Garantia é do Primeiro-Ministro, que assegura que o Governo está a concentrar esforços no combate à pobreza absoluta

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva garantiu esta quinta-feira, em entrevista à RTC, ao fazer o balanço dos 9 anos de governação, que Cabo Verde está em condições de erradicar a pobreza extrema até 2026, cumprindo assim um dos compromissos assumidos no âmbito da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Segundo o Chefe do Governo, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam essa possibilidade. “A taxa de pobreza extrema está atualmente em 2,3%, quando em 2015 era de 4,6%. Isso significa que estamos próximos de erradicar”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva explicou que a pobreza extrema é definida como a situação em que uma pessoa vive com menos de 200 Escudos por dia, um valor que considera “manifestamente insuficiente”.

Apesar dos avanços, o Primeiro-Ministro reconheceu que a taxa de pobreza absoluta continua elevada, situando-se em torno dos 25%. “É nesse patamar que temos de concentrar a nossa ação para reduzir significativamente os números”, sublinhou.

Entre as medidas que têm sido implementadas para combater a pobreza, destacou a introdução do salário mínimo nacional, como forma de garantir que os rendimentos acompanham o aumento do custo de vida.

Ulisses Correia e Silva abordou ainda a questão da saída de jovens Cabo-verdianos para o estrangeiro. Para oPM, esta realidade está associada a uma maior abertura e facilidade de mobilidade. “Hoje há mais oportunidades e facilidades para viajar e procurar trabalho no exterior, o que não acontecia no passado”, explicou.