Polícia Judiciária alerta para aumento de burlas em páginas falsas de vendas online

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Os suspeitos criam páginas falsas de venda com preços abaixo do mercado para atrair vítimas, levando-as a pagar antecipadamente cerca de 50% do valor como “reserva”. Depois, recorrem a sucessivos adiamentos e deixam de responder, bloqueando os contactos sem realizar a entrega

A Polícia Judiciária de Cabo Verde alertou a população para o aumento de burlas em plataformas digitais, envolvendo a criação de páginas falsas de vendas e esquemas de fraude também ligados a falsas ofertas de emprego.

Em comunicado, a PJ, por meio da Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo, refere que tem recebido várias denúncias relacionadas com este tipo de crime, que ocorre sobretudo em redes sociais como Facebook e Instagram.

Segundo a instituição, os suspeitos criam páginas falsas que anunciam viaturas, móveis, eletrodomésticos, telemóveis e outros bens a preços muito abaixo do mercado, com o objetivo de atrair vítimas.

Após o contacto inicial, as vítimas são levadas a efetuar pagamentos antecipados, geralmente correspondentes a 50% do valor do produto, como suposta garantia de reserva. Posteriormente, os burladores recorrem a adiamentos sucessivos e justificações para não realizar a entrega, até deixarem de responder e bloquearem os contactos.

A PJ alerta ainda para um outro esquema associado, no qual são divulgadas falsas ofertas de emprego, sobretudo na área financeira, levando as vítimas a fornecer dados bancários e a movimentar valores através de serviços como Western Union ou MoneyGram, sem saber que estão a ser usadas como intermediárias de operações fraudulentas.

A investigação indica também casos de clonagem de páginas legítimas de vendas, o que aumenta a credibilidade dos esquemas e facilita a fraude junto de consumidores que já utilizaram anteriormente os serviços verdadeiros.

Perante o cenário, a Polícia Judiciária recomenda desconfiança em relação a preços muito baixos, a não realização de pagamentos antecipados sem garantias, a verificação da autenticidade de páginas e vendedores, e a não partilha de dados bancários com terceiros.

A instituição apela ainda à denúncia imediata de situações suspeitas através da linha gratuita 134, reforçando que está a trabalhar ativamente para combater este tipo de criminalidade digital e proteger potenciais vítimas.

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