Polónia. Ataque a tiro em Cracóvia faz seis mortos e 16 feridos

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Suspeito de extremismo de direita poderá ter assassinado também os próprios familiares

A Polónia está de luto após o ataque a tiro ocorrido na tarde de ontem, sábado, na praça principal de Cracóvia, que provocou seis mortos e 16 feridos, incluindo dois agentes policiais. O Ministério Público abriu, este domingo, uma investigação por suspeita de terrorismo, enquanto as autoridades procuram esclarecer as motivações do alegado autor, um cidadão polaco de 24 anos, associado a posições ultranacionalistas e ideologias de extrema-direita.

Segundo a imprensa local, o ataque ocorreu por volta das 15 horas locais, quando o suspeito, vestido com roupas de estilo militar, entrou de automóvel na histórica Praça do Mercado, uma das zonas turísticas mais movimentadas da cidade, e começou a disparar indiscriminadamente contra os transeuntes. A intervenção policial permitiu neutralizar o atirador, que foi baleado e permanece hospitalizado em estado crítico, após várias intervenções cirúrgicas.

Entre as seis vítimas mortais encontram-se quatro mulheres e dois homens, com idades entre os 32 e os 61 anos. Pelo menos quatro eram cidadãos polacos e um tinha nacionalidade britânica. Entre os 16 feridos estão cidadãos da Polónia, Portugal, Alemanha, Áustria, Rússia e Reino Unido.

As investigações ganharam novos contornos após a descoberta de três cadáveres na residência familiar do suspeito. As vítimas foram identificadas como o pai, de 53 anos, a mãe, de 52, e a irmã, de 21 anos. As autoridades investigam a possibilidade de os três terem sido assassinados pelo próprio suspeito antes do ataque em Cracóvia, o que poderá elevar para nove o número total de vítimas mortais relacionadas com o caso.

Durante as buscas, a polícia apreendeu várias armas de fogo e munições, contabilizando 11 armas entre a residência e o local do ataque. Os investigadores procuram determinar as circunstâncias da sua aquisição e utilização, bem como eventuais ligações do suspeito a movimentos extremistas. Até ao momento, não existem provas de participação de outras pessoas.

O ataque, considerado um dos mais graves episódios de violência armada dos últimos anos na Polónia, provocou consternação internacional e levou ao reforço das medidas dered segurança em espaços públicos. A investigação prossegue, estando o interrogatório do suspeito dependente da evolução do seu estado de saúde.

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