Na primeira parte deste artigo, falei sobre o populismo, o surgimento e as diversas formas de abordagem. É aceitável e largamente debatido que o populismo econômico traz imensos estragos ao país, município ou quiçá uma empresa.
A história é repleta de exemplos de populismo econômico. Os Estados Unidos da América, é um país onde todos os exemplos podem ser encontrados: bons, maus e péssimos.
O Ex-Presidente George W Bush, o primeiro, usou uma expressão extraordinária, como diz o outro, que até hoje faz sentido: The Voodoo Economics, em português Economia de Curandeiro (tradução própria do escritor deste artigo).
O Voodoo economics foi a expressão usada para classificar as propostas, sem sentido, por assim dizer, feitas por Ronald Reagan. O resultado do Voodoo Economics de Ronald Reagan foi o triplicar da dívida dos EUA.
Algumas semelhanças?
Creio que sim. Aqui em Cabo Verde, há um candidato a primeiro-ministro que já lançou a sua versão da Economia de Curandeiro.
O candidato promete passagens aéreas por 5000 escudos e passagens de barco para 500 escudos, sem no mínimo preocupar-se se isso pode ou não ser viável.
O Curandeiro, desprezando a situação econômica nacional e mundial, continua com promessas megalômanas, enquanto não consegue governar a cidade capital.
Todavia, já tinha escrito no artigo anterior. O populismo econômico promete e faz sem ter em conta as limitações econômicas do país.
Há solução para tudo isto? Sim! A primeira solução é não dar espaço para populistas. Segundo, o governo terá de dobrar esforços, não podemos ser um país de rendimento médio e ainda termos necessidades básicas para serem supridas.
Cabo Verde teve grandes avanços nas últimas décadas e tudo pode ser destruído em pouco tempo. Se, alguns acham que com um crescimento de 7%, estamos a ter dificuldades, imaginem se Cabo Verde tiver uma dívida astronômica, e crescimentos deficitários para não dizer anémico.


