O ciclo de Luís Teixeira à frente do Grupo Electra chegou ao fim. Após mais de nove anos ligado à Electra, primeiro como Presidente da Mesa da Assembleia Geral e, nos últimos quatro anos e meio, como PCA, Luís Teixeira formalizou a sua saída na Assembleia Geral realizada ontem
A decisão, tomada por iniciativa própria, prende-se com razões pessoais e com a indisponibilidade para continuar a acumular a presidência das quatro empresas públicas do setor elétrico: Electra, EDEC, EPEC e ONSEC. Na despedida, o gestor afirma sair “com a consciência tranquila” e com o “sentimento de missão cumprida”, sublinhando que os resultados alcançados foram possíveis graças ao contributo de “equipas extraordinárias” que pode contar por onde passou.
Realizações destacadas no mandato
No balanço apresentado, Luís Teixeira elencou um conjunto de conquistas estruturantes que marcaram a sua liderança e que, segundo afirma, contribuíram para uma transformação profunda do setor elétrico nacional. Entre elas, destacou:
A reforma estrutural do setor elétrico e a criação da EDEC, EPEC e ONSEC;
A regularização de promoções e regalias há muito pendentes;
Resultados financeiros históricos em 2024;
O avanço decisivo dos projetos eólicos e solares, colocando o país no caminho dos 35% de renováveis em 2026;
A operacionalização dos contratos com microprodutores, permitindo injeção na rede pública e compensação pela EDEC;
A modernização dos serviços das lojas e o novo contact center;
A expansão dos contadores pré-pagos e inteligentes;
A substituição massiva da iluminação pública por LED;
A conclusão das negociações e renovação dos contratos com os fabricantes para as grandes manutenções das centrais para 2025-2030;
O reforço da produção térmica em várias ilhas e a nova Central do Sal;
A estabilização plena dos sistemas elétricos de Santiago e do Fogo, condição que sempre considerei essencial garantir antes de sair.
Desafios que ficam por resolver
Apesar dos progressos, o gestor reconhece na sua mensagem de fim de funções que permanecem desafios significativos, nomeadamente a redução de perdas, o combate ao furto e fraude e a diminuição da burocracia, com o objetivo de acelerar respostas e melhorar a experiência do cliente.
Agradecimentos e disponibilidade para a transição
Na sua mensagem de despedida, o PCA cessante agradeceu ao Governo, aos colegas dos Conselhos de Administração, assessores, diretores, colaboradores, parceiros e fornecedores. Deixou ainda um agradecimento especial à família e aos amigos pelo apoio constante ao longo dos anos.
O agora ex-PCA desejou sucesso ao seu sucessor, João Spencer, e à nova equipa dirigente, garantindo total disponibilidade para apoiar o processo de transição que inicia esta terça-feira, 9.
A concluir, dirigiu uma mensagem de apreço à “família Electra, EPEC, EDEC e ONSEC”, expressando votos de contínuos êxitos no futuro.



Não consigo entender, uma empresa que apresenta resultados financeiros históricos, recorrer a um empréstimo bancário, em mais de 600 mil contos, com aval do estado, para resolver problemas de gestão.
Foi a ideia que fiquei pelo que lí na comunicação social.
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