Liderado por Amaro da Luz, foi negócios milionários, dívidas impagáveis e um terreno fantasma no epicentro da controvérsia
Um escândalo que envolve altos empresários, figuras públicas e milhões de Escudos Cabo-verdianos revela um intricado esquema de má gestão, favorecimento e suspeitas de corrupção em torno do projeto Porto de Murdeira, na Ilha do Sal.
O caso remonta ao início dos anos 2001, com os primeiros marcos legais estabelecidos em 2004, durante o primeiro governo de José Maria Neves, através do Decreto-Lei n.º 41/2004, que autorizou a participação do Estado na constituição da sociedade comercial para o desenvolvimento do projeto turístico.
A Sociedade de Desenvolvimento Porto de Murdeira, S.A. foi formalmente constituída em 15 de abril de 2005, e o terreno em questão foi vendido pelo Estado em 6 de setembro de 2007. A partir daí, sucederam-se várias transações e contratos, incluindo a venda para a Atlântida Group ainda em 2007.
A saga arrastou-se ao longo da década seguinte, com dívidas, processos judiciais e execuções até 2017 e além, sendo que, em 2020, o terreno foi novamente avaliado, sem que nenhuma infraestrutura relevante tivesse sido construída. Portanto, trata-se de um processo que se estende por mais de 15 anos, refletindo um longo histórico de decisões controversas e má gestão.
No início, o Porto de Murdeira começou com a constituição da Sociedade de Desenvolvimento Porto de Murdeira, SA., com participação do Estado e da Global SA., liderada por Amaro da Luz.
O Estado cedeu terrenos avaliados em mais de 1,7 mil milhões de Escudos, destinados ao desenvolvimento turístico. Contudo, o que era para ser um projeto de referência transformou-se num emaranhado de dívidas e contratos duvidosos.
O terreno de 504 hectares foi rapidamente revendido à Atlântida Group por um valor superior, contrariando cláusulas contratuais que proibiam tal transação antes da execução de obras.
O terreno, dado repetidamente como garantia em empréstimos bancários, nunca viu concretizadas as infraestruturas prometidas.
As dívidas acumuladas ultrapassam 11 mil milhões de Escudos, enquanto o terreno permanece vazio, símbolo de um projeto que nunca saiu do papel.
O envolvimento de figuras influentes, o desaparecimento de milhões e o silêncio das autoridades lançam uma sombra sobre a transparência e a integridade da gestão pública em Cabo Verde.



É destas falcatruas que até hoje se vão produzindo sucessivamente outras.
Criada a empresa TURIM da família Hoffer Almada, liderada pelo cunhado Zinho Fonseca, se instalou no seio dos fonos/moradores um clima de perseguições, até agressões e ameaças de morte. Como um lutador morador ali chamou numa entrevista tv, “Guantanamurdeira”.
A TURIM foi vondenada diversas vezes por estes crimes…e continua a assobiar de lado, sob a proteção da tutela Turismo. Nas gavetas desse ministério, dezenas de contraordenações …a.morrer.
Neste momento deu se iniciou por parte da TURIM, uma nova prática criminal: arrombamento, troca de fechaduras e ocupação de apartamentos de donos ausentes no estrangeiro. Pegam desses apartamentos e põe em aluguer nas redes sociais as escondidas.
Os tribunais até funcionaram e bem. Mas a tutelar do Turismo é que proteje esses criminosos.
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