Os candidatos à Presidência da República confrontaram-se num debate televisivo marcado por divergências quanto às prioridades económicas, ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde e ao papel do Presidente no sistema político, num tom globalmente moderado, mas com momentos de maior confronto
António José Seguro e André Ventura estiveram frente a frente na última noite, no único debate entre os dois antes da segunda volta das eleições já no domingo, dia 8.
O debate decorreu com foco em temas centrais da atualidade política e social, permitindo aos eleitores comparar visões distintas sobre o futuro de Portugal e as funções do cargo de Presidente da República.
A economia esteve entre os assuntos mais debatidos, com Seguro e Ventura a apresentarem leituras diferentes sobre o crescimento económico, a gestão das finanças públicas e o combate às desigualdades sociais. Houve também referências ao impacto da inflação e à necessidade de reforçar o rendimento das famílias.
Na área da saúde, o Serviço Nacional de Saúde foi amplamente discutido, surgindo propostas que variaram entre o reforço do investimento público, a valorização dos profissionais e a articulação com o setor privado para responder às dificuldades de acesso aos cuidados de saúde.
Outro ponto central do debate foi o papel do Presidente da República no sistema político. Os dois candidatos expressaram posições distintas quanto ao grau de intervenção presidencial, abordando temas como a fiscalização da ação governativa, a dissolução do Parlamento e a importância da mediação institucional.
Foram ainda abordadas questões relacionadas com educação, justiça e política externa, embora de forma mais sucinta. O debate decorreu sem incidentes, permitindo uma exposição clara das posições quer de Seguro como de Ventura num momento relevante da campanha eleitoral.
A segunda volta das eleições presidencial decorre já no domingo, dia 8.


