José Maria Neves afirmou que a democracia Cabo-verdiana “não foi outorgada, mas arduamente conquistada”
O Presidente da República, José Maria Neves, afirmou hoje que a democracia Cabo-verdiana “não foi outorgada, mas arduamente conquistada”, defendendo a elevação democrática e uma participação cívica “ampla, esclarecida e consciente”.
O Chefe de Estado discursava na Sessão Solene do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, na Assembleia Nacional, que assinala os 35 anos da consolidação do regime democrático em Cabo Verde. Na ocasião, destacou o caráter pacífico e exemplar da transição democrática, atribuindo-a à maturidade cívica do povo Cabo-verdiano.
José Maria Neves considerou que datas como o 13 de Janeiro, o 20 de Janeiro e o 5 de Julho são patrimónios nacionais e devem ser comemoradas com dignidade, sem disputas partidárias sobre a sua paternidade histórica.
Defendeu que a democracia se fortalece com o confronto de ideias feito com elevação, consensos e respeito pelo adversário político.
Apontando para o ano eleitoral de 2026, apelou a processos eleitorais pacíficos, transparentes e inclusivos, sublinhando que a participação reforça a legitimidade democrática, enquanto a abstenção a fragiliza.
O Presidente alertou ainda que a democracia não se esgota no voto, mas deve traduzir-se em dignidade humana, através do combate à pobreza, às desigualdades e da promoção da justiça social. Defendeu o reforço da confiança nas instituições, com base na ética, transparência e prestação de contas, e pediu atenção especial à juventude, nomeadamente à Geração Z, como pilar de uma democracia inclusiva e preparada para o futuro.



Nunca fui fan do Dr JMN, mas tenho que reconhecer que ontem, o Homem fez um discurso meritório!!!!!! Parabéns JMN.
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