José Maria Neves esteve durante três dias em Luanda, no quadro do reforço da cooperação bilateral
O Presidente da República, José Maria Neves, deixou esta quarta-feira, Luanda, depois de cumprir uma visita de Estado de três dias, à Angola.
No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o Chefe de Estado Cabo-verdiano recebeu cumprimentos de despedida do Ministro das Relações Exteriores, Teté António.
Na segunda-feira, primeiro dia da visita, José Maria Neves reuniu-se, em privado, com o homólogo Angolano, João Lourenço, e chefiou a delegação DE Cabo Verde nas conversações oficiais com Angola.
No mesmo dia, o Chefe de Estado deslocou-se ao Memorial António Agostinho Neto, onde depositou uma coroa de flores no sarcófago do primeiro Presidente de Angola, a quem considerou património da humanidade.
De igual modo, na segunda-feira, o Presidente José Maria Neves discursou na Assembleia Nacional, numa sessão Plenária Solene realizada em sua honra.
No quadro da agenda da visita oficial, José Maria Neves inteirou-se na terca-feira do funcionamento da Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP) e do Arquivo Histórico Nacional.
O PR iniciou domingo uma visita de três dias a Angola, a primeira ao estrangeiro desde que assumiu a chefia do Estado Cabo-verdiano.



A independência e a separação dos poderes constituem um dos maiores triunfos do 13 de Janeiro de 1990. Este ainda não foi bem aceite por um grande número de dignitários do partido da ditadura. Não por acaso, JMN escolheu a efeméride para desferir o mais violento ataque contra o poder judicial, no caso contra o Ministério Público. Não há memória na nossa democracia de tamanha violência contra membros do MP proferida justamente por quem tem o dever constitucional de o defender. O pretexto declarado é o de defender os seus amigos e camaradas membros da milícia digital tambarina que ajudaram a eleger o JMN. À agência de notícias Cabo-verdiana JMN afirmou que “não comete crime o órgão que acede e publica informações sobre processos judiciais em segredo de justiça”. Ora depende! Depende, por exemplo, ou não se a obtenção das informações tiver sido por meio de atos criminosos e que esteja confirmada a participação do jornalista naqueles atos. A fala do PR é afronta completamente desnecessária e despropositada haja em vista o seu papel na manutenção do equilíbrio e da ordem institucional. Se a liberdade de imprensa é segrada na nossa ordem Constitucional, o papel do Ministério Público enquanto guardião da legalidade não pode estar sujeito às birras de um presidente da República. No nosso sistema cabe ao ministério público acusar, independentemente de quem seja os autores e aos tribunais condenar ou absolver. Não cabe, portanto, ao presidente da República pronunciar a absolvição de indiciados e arguidos amigos seus, do mesmo modo que não cabe ao presidente da República condenar adversários seus como foi seu hábito enquanto primeiro-ministro. Todos nós somos pela liberdade de informação, é a justiça forte que garante a liberdade dos cidadãos e a liberdade de expressão e não o Presidente da República.
Os primeiros meses da presidência de JMN seguem sendo um misto de desinteligência, apimentado de grandes doses de oportunismo político. Durante muito tempo JMN criticou as ações do governo no combate à covid19. Uma vez eleito, a primeira iniciativa publica que faz é associar seu nome aos êxitos do Governo. Agora, pressintindo os ganhos políticos e económicos da diplomacia do Governo e do antigo presidente da República em relação a Angola, em pleno recrudescimento da pandemia da covid19, em pleno aperto financeiro das contas públicas, JMN que sempre fingiu defensor do arroucho financeiro arranja um jeitinho de associar seu nome aos trabalhos dos outros em relação a Angola, com a mais santa e deslavada cara de pau.
O defensor da liberdade de imprensa, JMN, o hoje presidente da República nada fez para defender o https://www.opais.cv contra os ataques preferidas por Rui Semedo que interpôs queixa contra o site que nformou informações, a partir de fontes seguras de uma alegada prática de ligações fraudulentas de energia eléctrica na residência do hoje presidente do paicv.
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