Precisamos conhecer melhor a Diáspora para integrá-la no desenvolvimento sustentável do País

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Posição defendida hoje no Parlamento pela Deputada do MpD, eleita pelo Círculo Eleitoral das Américas

Fátima Wright, destacou que a Diáspora Cabo-verdiana é fundamental para o desenvolvimento sustentável do País.

Em seu discurso no debate parlamentar com o Ministro das Comunidades, a Deputada ressaltou o papel dos emigrantes no fortalecimento económico e social do País, enfatizando que as Comunidades Cabo-verdianas no exterior são “um dos mais importantes ativos estratégicos” da política externa de Cabo Verde.

A Parlamentar expressou gratidão aos Cabo-verdianos na Diáspora pelos investimentos e remessas, que representam uma parte vital do PIB, sustentando famílias, negócios e financiando áreas cruciais como saúde e educação.

Destacou ainda a crescente integração das comunidades no processo de desenvolvimento nacional e a necessidade de um mapeamento eficiente da Diáspora, incluindo o fortalecimento do diálogo com as comunidades.

“Dar centralidade à Diáspora é reafirmar que Cabo Verde é um País de emigração e que a nossa Diáspora é uma extensão das nossas ilhas”, afirmou, enfatizando a importância de conhecer a Diáspora para poder garantir a sua participação ativa nas políticas públicas do País.

Fátima Wright defendeu também a criação de uma agenda proativa para facilitar o engajamento da Diáspora, permitindo que suas contribuições sejam mais bem reconhecidas e aproveitadas.

A Deputada elogiou as ações do Governo desde 2016, que incluem a ampliação de bolsas de estudo e o aumento das pensões de idosos para as comunidades emigradas, além da abertura de novas embaixadas.

O MpD reafirmou ainda o compromisso do Governo com a utilização de tecnologias para fortalecer a conexão com a Diáspora, destacando o papel “fundamental” das remessas como uma “fonte vital” de renda e apoio às famílias e comunidades.

Fátima Wright concluiu afirmando que a Diáspora não é apenas uma parte do País, mas sim a “porta de entrada de Cabo Verde no mundo globalizado”. “Não existe o ‘nós’ e o ‘eles’. Existe uma Nação Cabo-verdiana, que só é Nação por causa da Diáspora”, finalizou.