Preços da oferta turística sobem 5,9% no quarto trimestre de 2025

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Aumento dos preços foi generalizado a todas as ilhas, com maior incidência na Boa Vista, que registou uma subida de 7,3%. Seguiram-se São Vicente (5,8%), Sal (4,6%), Santo Antão (1,4%) e Santiago (0,8%)

Os preços da oferta turística em Cabo Verde registaram um aumento homólogo de 5,9% no quarto trimestre de 2025, segundo dados do Índice de Preços Turísticos (IPT) divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da subida, o indicador revela uma desaceleração de 1,0 ponto percentual face ao trimestre anterior.

De acordo com o INE, na variação trimestral (em cadeia), os preços cresceram 2,2%, um aumento de 0,9 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre (1,3%), refletindo a sazonalidade típica do setor turístico nesta época do ano.

O aumento dos preços foi generalizado a todas as ilhas, com maior incidência na Boa Vista, que registou uma subida de 7,3%. Seguiram-se São Vicente (5,8%), Sal (4,6%), Santo Antão (1,4%) e Santiago (0,8%).

Por classes de serviços, os hotéis, cafés e restaurantes foram os principais responsáveis pela tendência de crescimento, com uma variação homóloga de 5,9%. No alojamento, destacaram-se os hotéis, com uma subida de 8,6%, seguidos das residenciais (1,9%) e das pousadas (1,2%). Em sentido inverso, os aldeamentos turísticos registaram uma ligeira descida de 0,4%, enquanto os hotéis-apartamentos mantiveram os preços estáveis.

No setor da restauração, os preços nos restaurantes aumentaram 0,4% em termos homólogos, enquanto cafés, bares e similares registaram um acréscimo de 0,1%. Já os serviços de entretenimento e cultura não apresentaram qualquer variação de preços face ao mesmo período do ano anterior.

No conjunto de 2025, a taxa de variação média anual dos preços turísticos fixou-se em 0,6%, traduzindo um aumento moderado do nível médio de preços em comparação com 2024. Segundo o INE, este comportamento anual foi influenciado por subidas em todas as ilhas, com a Boa Vista a apresentar o maior aumento médio anual (0,9%), seguida do Sal (0,4%).