Presidenciais. Candidato Gilson Alves contraria Constituição da República

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Candidato que defende poder absoluto caso seja eleito Presidente, ameaça demitir o Governo e dissolver o Parlamento

É mais um caso de campanha para não se falar numa grave violação da lei mãe que é a Constituição da República.

O candidato Gilson Alves que defende poder absoluto para o Presidente da República, volta a insistir no tema e confirma não estar na brincadeira. Ao contrário do que define a nossa Constituição, o candidato quer um “regime presidencialista” e não o atual sistema mitigado, em que o Presidente, o Parlamento e o Governo têm suas funções específicas.

“Um Presidente autoritário é preciso”, vaticina Gilson Alves que ameaça “ir muito mais longe” no seu discurso. “Não quero meter medo a ninguém, mas quero dizer que vou fazer o que sempre tinha dito, não estou a brincar”, atirou, deixando no ar que pretende contrariar a vontade do povo expressa nas urnas a 18 de abril.

“Se eu vencer essas eleições vou demitir o Governo e dissolver o Parlamento. Não podemos continuar assim, temos de entrar num regime presidencialista”, defende, em clara rotura com a lei magna.

As eleições presidenciais têm lugar no próximo dia 17.

3 COMENTÁRIOS

  1. Uma coisa é certa. Este candidato não vai ganhar essas eleições por isso não há razão para não dormir tranquilamente.

  2. Se este candidato não respeita aquilo que está na CR e promete fazer o contrário, é um sinal grave. Por outro lado, nada alarmante porque ele não vai ganhar coisa alguma. Como diz um ditado popular, O” peixe morre pela boca.”

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