Presidenciais. Manuel de Pina contesta escolha do MpD e diz que “é a hora de Cabo Verde”

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Candidato presidencial acusa direção nacional do partido de ter decidido apoio a Joana Rosa de forma apressada e defende que o seu percurso político, técnico e empresarial justificava uma avaliação mais aprofundada

O candidato à Presidência da República Manuel de Pina contesta a decisão da Direção Nacional do MpD de apoiar Joana Rosa nas eleições presidenciais e acusa a liderança do partido de ter feito uma escolha “apressada”, sem avaliar devidamente o perfil dos pré-candidatos. Num comunicado enviado ao OPAÍ.cv, o antigo autarca de Cidade Velha afirma que continuará a preparar a sua candidatura e reafirma que pretende contribuir para o reforço da democracia cabo-verdiana.

Críticas à decisão do MpD

Manuel de Pina reconhece à Direção Nacional do MpD legitimidade para decidir sobre o apoio presidencial, mas considera que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma. Segundo o candidato, a reunião extraordinária realizada às vésperas das eleições internas não permitiu uma avaliação aprofundada dos diferentes perfis.

O candidato questiona igualmente a recusa da apresentação dos pré-candidatos nessa reunião e sustenta que a direção “sabia – ou deveria saber” do seu percurso e das suas motivações para entrar na corrida presidencial.

Percurso como argumento

Para sustentar a sua posição, Manuel de Pina destaca a sua formação em Economia e experiência técnica, empresarial e política. Recorda ter exercido funções como vereador da Câmara Municipal da Praia, deputado da nação, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago e presidente da Associação Nacional de Municípios, além de cargos em organizações internacionais ligadas às cidades.

O candidato realça ainda o episódio de 2001, quando, segundo afirma, ficou desempregado na sequência de uma “perseguição política”, tendo recomeçado a sua vida com 360 mil escudos. Diz ter transformado esse valor em milhões de escudos através da sua capacidade empresarial e empreendedora.

Manuel de Pina afirma que regressou à política após seis anos de afastamento por entender que “a democracia cabo-verdiana corre perigo”, defendendo que a sua candidatura representa uma forma de colocar a sua experiência ao serviço do país.

Apesar da decisão do MpD, garante que vai manter a candidatura à Presidência da República e conclui com um apelo à mobilização nacional: “É a hora de Cabo Verde. É a nossa hora. De todos os cabo-verdianos. Sem exceção.”

A primeira volta das eleições presidenciais está marcada para 15 de novembro de 2026.

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