Presidente da ACRIDES diz-se “chocada” com violação e morte da adolescente no Sal

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Em declarações ao OPAIS.cv, Lourença Tavares mostrou-se triste e sem entender o motivo desta “crueldade”, e observou que Cabo Verde precisa ainda de muito mais para proteger as crianças

A Presidente da ACRIDES, Lourença Tavares, diz-se “realmente chocada” com o caso da adolescente violada e morta na Ilha do Sal. Em declarações a este jornal, Tavares, que não se encontra no país, mostrou-se triste com a situação, tendo dito não entender o “porquê” desse “crime bárbaro”, contra uma menor.

Cabo Verde já teve vários ganhos no que tange aos direitos das crianças, contudo, segundo aativista social que trabalha para a proteção das crianças, ainda “precisamos de mais”. “É uma responsabilidade coletiva. Cada um enquanto profissional deve dar o seu melhor contributo e as famílias nas suas comunidades precisam resgatar as boas relações de vizinhança” vaticinou.

Um Serviço Social mais presente nas comunidades para auscultar, orientar, informar e educar para cultura da Paz e a não violência também é um dos aspetos realçados por Lourença Tavares, sublinhando que as instituições do Estado e as Organizações da Sociedade civil devem trabalhar juntos e de “forma muita articulada” para respostas mais eficientes e eficazes.

O caso em questão aconteceu na quinta-feira, na Cidade de Santa Maria, Ilha do Sal. As autoridades judiciárias já estão a investigar o caso, que chocou toda a nação no país e na diáspora.

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