Marcos Rodrigues defendeu esta manhã, numa publicação feita na sua conta pessoal no Facebook, um conjunto de sete “prioridades urgentes” que considera fundamentais para transformar Cabo Verde num País “mais desenvolvido, com empregos e menos pobreza”
Na reflexão partilhada nas redes sociais, o Presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, sustenta que o próximo ciclo governativo deve apostar em reformas estruturais capazes de impulsionar a economia nacional, reduzir desigualdades e criar oportunidades para os jovens, apontando áreas estratégicas como transportes, emprego, educação, energia, turismo e governação.
Entre as prioridades destacadas pelo líder empresarial está a resolução definitiva dos transportes interilhas, defendendo que “nenhum País arquipelágico se desenvolve sem mobilidade eficiente”. Para isso, propõe a modernização dos barcos e aviões interilhas, horários fixos e confiáveis, redução dos preços das viagens, melhoria dos portos e aeroportos e a criação de um sistema integrado entre o transporte marítimo e aéreo. Segundo Marcos Rodrigues, estas medidas facilitariam o turismo, o comércio, a circulação de trabalhadores e o acesso à saúde e educação, além de incentivar investimentos nas ilhas menos desenvolvidas.
Outra aposta considerada essencial é a criação de empregos através da industrialização leve e da economia digital. O Presidente da CCS defende que Cabo Verde deve reduzir a dependência quase exclusiva do turismo e investir em centros tecnológicos, outsourcing, call centers, programação, pequenas indústrias, transformação do pescado e produção local. Na mesma linha, sugere a criação de zonas económicas especiais, incentivos fiscais e apoio às startups jovens, com o objetivo de gerar empregos qualificados.
Marcos Rodrigues também considera que a educação e a formação profissional devem tornar-se uma prioridade nacional. Na sua visão, muitos jovens concluem os estudos sem preparação prática para o mercado de trabalho, pelo que o Governo deve reforçar o investimento em escolas técnicas, formação profissional moderna, ensino digital, línguas estrangeiras, energias renováveis, turismo especializado, mecânica e construção.
No combate à pobreza, o responsável empresarial defende uma abordagem centrada no desenvolvimento local e no apoio às famílias. Entre as medidas propostas estão o apoio a pequenos agricultores e pescadores, microcrédito para pequenos negócios, criação de cooperativas, investimento em habitação social, melhoria do saneamento e da água, além de programas direcionados para mães solteiras e jovens desempregados. O foco, afirma, deve estar na criação de rendimento sustentável nas comunidades.
A transformação de Cabo Verde numa potência de energias renováveis surge igualmente entre as prioridades apresentadas. Marcos Rodrigues entende que o elevado custo da energia pesa fortemente sobre famílias e empresas e defende a aceleração dos investimentos em energia solar, energia eólica, armazenamento energético e dessalinização com energia limpa. Para o empresário, uma energia mais barata reduziria os custos de produção, os preços da eletricidade e a dependência de combustíveis importados.
No setor do turismo, o presidente da CCS propõe uma modernização do modelo atual, com o objetivo de espalhar os benefícios económicos por todas as ilhas. Entre as áreas a desenvolver, aponta o turismo cultural, histórico, desportivo, ecológico, musical e gastronómico, defendendo ainda maior apoio aos pequenos hotéis, restaurantes e negócios locais, para que “o dinheiro do turismo fique mais no País”.
A sétima prioridade apresentada passa pela melhoria da governação, transparência e eficiência do Estado. Marcos Rodrigues defende a redução da burocracia, digitalização dos serviços públicos, combate à corrupção, aceleração da justiça económica, facilitação de investimentos e maior transparência nos concursos públicos. O empresário defende ainda um maior envolvimento da Diáspora Cabo-verdiana no investimento e no desenvolvimento nacional.


