Presidente da República confirma pedido de nulidade da decisão do Tribunal de Contas

3

José Maria Neves invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República

Há novos episódios no maior escândalo nacional, com epicentro na Presidência da República, com o Chefe de Estado no centro das atenções. Com efeito, o Presidente da República confirma um seu pedido para se considerar nulo a decisão do coletivo do Tribunal de Contas que detetou mais irregularidades na gestão de José Maria Neves, na Presidência.

Um comunicado emitido pelo Conselho de Administração da Presidência, confirma o que estava já a circular na opinião pública. O PR não gostou do conteúdo do relatório do TdC e pediu a sua nulidade. A sustentar a sua tese, o PR invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República, chegando mesma ao ponto de considerar ser inconstitucional a base desta decisão.

O PR continua a fazer pouco das instituições da República, e quanto às ilegalidades como chorudo salário de mais de 5 mil contos à sua namorada, os mais de 2 mil contos pagos a uma conselheira jurídica, os valores pagos indevidamente a outros colaboradores, de entre outros, continua por esclarecer.

Analistas ouvidos pelo OPAÍS.cv são unânimes em reprovar esta tentativa de “manobra de diversão” do PR, tentando desvalorizar a grave situação de irregularidades na Presidência, valorizando hipotéticas situações de inconstitucionalidades por caducidade de mandato do órgão, situação, que aliás, ocorre em diversos órgãos no País.

3 COMENTÁRIOS

  1. Se na verdade os eleitos desse órgão estão com mandatos caducados, os seus atos praticados não tem quaisquer efeitos validos. E por conseguinte, devem pedir a escusa imediata.

  2. Pois é … há uma grande diferença entre “estar inocente” e “ser inocentado”. “Estar Inocente” é quando não se comete o crime ou os crimes dos quais se é acusado. “Ser Inocentado” é quando se recorre a manobras e truques para se livrar da acusação dos crimes cometidos. O Sr. PR, está neste momento, desesperada e vergonhosamente, a tentar ser inocentado. … que vergonha Sr. PR, que vergonha. PS: a partir deste momento não considero mais o o senhor meu presidente. Se o Sr. era presidente de todos os cabo-verdianos e cabo-verdianas, como costuma dizer, agora é todos menos um.

Comentários estão fechados.