José Maria Neves invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República
Há novos episódios no maior escândalo nacional, com epicentro na Presidência da República, com o Chefe de Estado no centro das atenções. Com efeito, o Presidente da República confirma um seu pedido para se considerar nulo a decisão do coletivo do Tribunal de Contas que detetou mais irregularidades na gestão de José Maria Neves, na Presidência.
Um comunicado emitido pelo Conselho de Administração da Presidência, confirma o que estava já a circular na opinião pública. O PR não gostou do conteúdo do relatório do TdC e pediu a sua nulidade. A sustentar a sua tese, o PR invoca a caducidade do mandato dos membros do Tribunal de Contas para não aceitar o veredito deste órgão da República, chegando mesma ao ponto de considerar ser inconstitucional a base desta decisão.
O PR continua a fazer pouco das instituições da República, e quanto às ilegalidades como chorudo salário de mais de 5 mil contos à sua namorada, os mais de 2 mil contos pagos a uma conselheira jurídica, os valores pagos indevidamente a outros colaboradores, de entre outros, continua por esclarecer.
Analistas ouvidos pelo OPAÍS.cv são unânimes em reprovar esta tentativa de “manobra de diversão” do PR, tentando desvalorizar a grave situação de irregularidades na Presidência, valorizando hipotéticas situações de inconstitucionalidades por caducidade de mandato do órgão, situação, que aliás, ocorre em diversos órgãos no País.



Se na verdade os eleitos desse órgão estão com mandatos caducados, os seus atos praticados não tem quaisquer efeitos validos. E por conseguinte, devem pedir a escusa imediata.
É segundo o tal ditado: em terra de cegos, cololo é rei. Seja homem, Sr. Presidente.
Pois é … há uma grande diferença entre “estar inocente” e “ser inocentado”. “Estar Inocente” é quando não se comete o crime ou os crimes dos quais se é acusado. “Ser Inocentado” é quando se recorre a manobras e truques para se livrar da acusação dos crimes cometidos. O Sr. PR, está neste momento, desesperada e vergonhosamente, a tentar ser inocentado. … que vergonha Sr. PR, que vergonha. PS: a partir deste momento não considero mais o o senhor meu presidente. Se o Sr. era presidente de todos os cabo-verdianos e cabo-verdianas, como costuma dizer, agora é todos menos um.
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