“Presidente do PAICV é o Presidente de Câmara mais corrupto e fora de lei que Cabo Verde já teve na nossa democracia.”

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O Movimento para a Democracia (MpD), na pessoa do seu Secretário-Geral, lançou duras acusações contra o presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, no que denomina de “Babylonia Gate”, um alegado esquema de alienação fraudulenta de terrenos  supostamente municipais.

Segundo o partido, desde que assumiu funções em 2020, Francisco Carvalho estaria envolvido em práticas de gestão conflituosa e autoritária, acumulando confrontos com funcionários, Governo, Presidente da República, tribunais e até com o seu próprio partido. Agora, o foco centra-se na venda e dação de terrenos em condições altamente lesivas para o município.

Acusações de negócio ruinoso

O MpD denuncia a existência de uma “quadrilha” montada dentro e fora da Câmara da Praia, com cúmplices na Administração Central, cujo objetivo seria gerar receitas ilícitas para o edil, para camaradas próximos e para o financiamento da campanha eleitoral.

Entre os casos apontados estão:

  • Cidadela (fev. 2025): lote vendido por 1.157 contos, revendido semanas depois por cerca de 5.000 contos.
  • Cidadela (meados de 2025): outro lote transacionado por 17.000 contos, revendido doze dias depois por mais de 100.000 contos — um diferencial de 83.000 contos.
  • Babilónia: terreno de 11.747 m², equivalente a, aproximadamente,  2 campos de futebol, atribuído por 150.000 contos quando o seu valor rondaria os 400.000 contos.

Segundo as contas do MpD, só no primeiro trimestre de 2025, os negócios conduzidos pela gestão de Francisco Carvalho teriam lesado os cofres municipais em mais de 361.000 contos.

Chamado à justiça

Para o MpD, estas operações configuram um “crime evidente contra o património público”, exigindo intervenção imediata do Ministério Público e da Procuradoria-Geral da República. O partido diz já ter formalizado uma queixa e exige que o Governo use os mecanismos de tutela da legalidade para travar o que considera ser um assalto ao património dos praienses.

1 COMENTÁRIO

  1. Por outras palavras. Em Cabo Verde a justiça não funciona. Há um Presidente de Câmara corrupto e fora da lei e nada acontece- Quem fala a verdade

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