O presidente do PAICV viu a sua memória traída ao contar a história do MpD e do PAIGC/CV.
A verdadeira história é esta:
O primeiro partido político que saiu do “ventre” de um outro partido é o PAICV resultado de um “parto” violento!
PAICV é o resultado de uma violência politica interna, corolário do assassinato politico de Amílcar Cabral em 1973!
Até 1980 não existia nenhum partido político nacional em Cabo Verde, mas sim um partido binacional com sede na Guiné-Bissau. PAICV foi criado em 1981, desta data até 1990 não existia uma lei sobre os partidos políticos e a oposição democrática!
Isto é para os mais novos!
Mas vamos ao fosso que distingue o MpD do PAICV:
1. Em partidos de matriz ideológica como o PAICV sair do partido e integrar ou criar um outro é considerado TRAIÇÃO! Por isso os dirigentes que decidiram demitir-se do PAIGC em 1979 foram perseguidos, violentados e privados das suas liberdades e dos seus direitos políticos fundamentais. Alguns seguiram o exílio forçado e só regressaram em 1990/91.
2. Em partidos democráticos funciona o princípio da livre adesão: ninguém é obrigado a entrar assim como não é obrigado a permanecer. Se não está de acordo por mais diversas razões cada membro está no DIREITO de bater com a porta e isto é genuinamente democrático!
Quem sair tem direito a reentrar porque a adesão a um partido político é livre, pelo desde que preencha os requisitos estatutários, legais e constitucionais nenhum órgão partidário pode recusar o pedido de refiliação.
3. Nos partidos democráticos coabitam os princípios de cisão e de fusão, coisa inimaginável em partidos monista e de rigidez ideológica!
Eu fui fundador do MpD e demiti-me em 1999, mas se hoje, aos 70 anos, decidir pela refiliação nenhum órgão do MpD poderá recusar-me este direito com o fundamento de ter saído e criado um outro partido.
Conclusão: dos que saíram em 1993 e em 1999 uma grande maioria regressam ao MpD, outros ingressaram em outros partidos ou deixaram a militância ativa.
Isto é democracia simples! Quem deixa um partido voluntariamente não comete delito de opinião!
Por isso digo que o MpD é o partido mais forte de Cabo Verde porque depois de duas cisões foi o partido maioritário no Poder Local, 15 anos depois regressou ao poder e vai continuar a governar Cabo Verde por mais 5 anos!
Simplesmente porque que a força das suas ideias e do seu projeto político democrático e reformista ainda une uma grande maioria que esteve na sua fundação em 1990!
E estou convencido que a grande maioria que esteve na fundação da democracia levantar-se-á de novo para defender a democracia liberal, o Estado de direito e a economia de base privada no dia 17 de maio!
Viva o MpD!
Viva a Democracia!
Viva o desenvolvimento de Cabo Verde!
Cabo Verde pa frente!



Pois é, a hora da verdade chegou. É fácil estar nas redes sociais para dizer o que quer, sem qualquer responsabilidade, e receber aplausos de fanáticos, narcisistas do poder e parasitas que acreditam que o “Xtico PM” dará tudo de graça. É evidente que o FC não tem capacidade para ser Primeiro-Ministro.A nova narrativa dos “vaidosos do palanque” da capital é que as elites do PAICV rejeitaram o Francisco Carvalho kkkkkkkkk. Pergunto: desde quando um partido rejeitou um candidato com real potencial de vitória? O PAICV, pela sua história em Cabo Verde, deveria sentir vergonha dessa candidatura.O apoio a Francisco resume-se a três grupos: os narcisistas do poder sedentos por vingança, os “caducos do PAICV” que querem herdar privilégios para os seus filhos e os que fogem do trabalho, acreditando na ilusão de que o Estado deve sustentar a sua irresponsabilidade com tudo de borla.
Simplesmente ESPETACULAR Dr JS
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