Presidente Queniano apela à união dos Estados Africanos no combate à crise climática

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William Ruto, apelou nesta terça-feira, 5, em Nairobi na Cimeira Africana sobre o Clima, à união dos Estados Africanos no combate à crise climática, que descreveu como “o maior desafio” da existência de todos os seres vivos

“Coletivamente, temos o poder de mudar o Continente e a direção que o Mundo está a tomar”, afirmou Ruto no seu discurso de abertura no segundo dia da cimeira, coorganizada pelo Governo Queniano e pela União Africana.

O líder Queniano destacou o potencial de África para encontrar soluções para a crise climática, considerando que investir no Continente é “a forma mais clara de se atingir o objetivo global” de reduzir as emissões de gases poluentes, quer porque é aí que se concentram os maiores depósitos de recursos naturais, essenciais para a produção de energia verde, quer devido ao potencial de África para produzir este tipo de energia.

Ruto sublinhou ainda que “nenhum dos Países industrializados pode atingir o objetivo de zero emissões no período que lhes é exigido” e que “só uma transformação rápida e inclusiva” pode ser uma “solução sustentável” para o “desafio” da crise climática.

O Chefe de Estado Queniano falou depois da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou no seu discurso que a União Europeia quer ser o “aliado” de África na transição energética global.

O Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou num discurso proferido também hoje à “correção do rumo do sistema financeiro global”, garantindo um “mecanismo eficaz de alívio da dívida” a taxas acessíveis.

“O sistema financeiro mundial tem de ser um aliado dos Países em desenvolvimento na condução de uma transição ecológica justa e equitativa que não deixe ninguém para trás”, acrescentou Guterres, antes de destacar o potencial de África para tornar-se “um líder mundial em energias renováveis”.

“A África possui 30% das reservas minerais essenciais para as tecnologias renováveis e de baixo carbono, como a energia solar, os veículos elétricos e as baterias”, recordou.