Militares suspendem Constituição na Guiné-Bissau e anunciam controle do poder no País

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Foi instaurado um Alto Comando Militar, composto pelas altas chefias dos diferentes ramos, com a missão de “restaurar a segurança nacional e a ordem pública”, assumindo “a plenitude dos poderes de Estado”

Os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, após um tiroteio que durou cerca de 30 minutos na Capital, Bissau, segundo um comunicado divulgado pelas Forças Armadas Guineenses.

A declaração, lida na Televisão da Guiné-Bissau (TGB) pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N’Tchama, informa que foi instaurado um Alto Comando Militar, composto pelas altas chefias dos diferentes ramos, com a missão de “restaurar a segurança nacional e a ordem pública”, assumindo “a plenitude dos poderes de Estado”.

Durante a manhã, foram ouvidos disparos na Capital, ao mesmo tempo que uma página de Facebook associada à Presidência da República avançou que o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, teria sido detido por oficiais ligados à etnia balanta, maioritária no País.

Os acontecimentos surgem num contexto de tensão pós-eleitoral, com setores da sociedade civil e partidos da oposição a denunciarem uma possível manobra do Presidente para suspender a contagem dos votos das eleições presidenciais realizadas no domingo, cujos resultados preliminares lhe seriam desfavoráveis.

Os resultados oficiais estavam previstos para amanhã, quinta-feira.