Primeiro-Ministro Han Duck-soo assume agora o cargo de Chefe de Estado
O parlamento da Coreia do Sul aprovou, na sexta-feira, 13, a destituição do Presidente Yoon Suk-yeol, após acusações de violação da Constituição ao declarar a lei marcial em 3 de dezembro.
A moção foi aprovada por 204 votos a favor, 85 contra, três abstenções e oito votos nulos, superando a maioria de dois terços necessária.
Apesar de o Partido do Poder Popular (PPP), no Governo, não ter apoiado oficialmente a moção, pelo menos 12 deputados do partido votaram a favor, contribuindo para a destituição.
Yoon foi imediatamente desqualificado, e o Primeiro-Ministro Han Duck-soo assumiu interinamente o cargo de Chefe de Estado e de Governo.
A decisão final cabe agora ao Tribunal Constitucional, que terá até 180 dias para decidir se Yoon violou a Constituição. Caso a destituição seja confirmada, será o segundo presidente em exercício a perder o cargo em democracia, após o caso de Park Geun-hye em 2017.
Milhares de manifestantes reunidos em Seul celebraram o resultado, considerando a decisão uma vitória democrática.


