O evento reuniu 55 artesãos de várias ilhas e encerrou com um balanço considerado positivo, sobretudo ao nível da comercialização e da criação de redes de contacto no principal mercado turístico do País
A primeira edição da URDI Sal chegou ao fim este domingo, na Cidade de Santa Maria, marcando um passo importante na descentralização da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde.
O evento reuniu 55 artesãos de várias ilhas e encerrou com um balanço considerado positivo, sobretudo ao nível da comercialização e da criação de redes de contacto no principal mercado turístico do País.
Durante a cerimónia de encerramento, o Diretor do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design, Artur Marçal, destacou que a experiência no Sal demonstra a necessidade de garantir a presença contínua do artesanato com selo “Created in Cabo Verde” no mercado local, evitando que a oferta se limite a eventos pontuais.
Também o Presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, sublinhou que a feira cumpriu os objetivos tanto em termos de exposição como de rentabilidade, salientando que iniciativas como a URDI contribuem diretamente para o rendimento dos artesãos.
A realização do evento resultou de uma parceria entre a Mutarquia, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e o Instituto do Turismo, permitindo transformar o espaço numa plataforma de negócio direto entre produtores e consumidores, incluindo turistas.
Por sua vez, o Ministro Augusto Veiga reforçou que a forte adesão do público confirma o potencial das indústrias criativas, destacando o artesanato como uma expressão da identidade cultural Cabo-verdiana integrada na oferta turística.
Como forma de dar continuidade à dinâmica criada, a organização anunciou que os estandes utilizados na feira permanecerão na Ilha, permitindo aos artesãos manter um espaço de promoção e venda dos seus produtos.


