Primeiro-Ministro aborda pertinência da liberdade e democracia durante encontro de escritores de língua Portuguesa

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Ulisses Correia e Silva, destacou a relevância da liberdade e da democracia em meio à conjuntura mundial “turbulenta”

O XI encontro de escritores de língua Portuguesa, aconteceu na quinta-feira, 19, e teve como tema “Língua Portuguesa, Expressão de Liberdade, Democracia e Desenvolvimento Municipal”.

Durante o seu discurso, o Primeiro-Ministro expressou a importância de refletir sobre o centenário de Amílcar Cabral no contexto histórico do seu papel na luta pela independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde e na sua obra, e não na perspetiva de culto de personalidade que “não cabe numa democracia liberal e muito menos de apropriação partidária de uma figura da Nação”.

Ulisses Coreia e Silva realçou que é essencial que Cabo Verde dê visibilidade à história de uma Nação com mais de cinco séculos e meio de existência.

“Temos defendido que é preciso que o País fique em paz com a sua história, dê visibilidade à história de uma Nação com mais de cinco séculos e meio de existência, que criou uma identidade e cultura própria que se manifesta na língua, na música, na literatura, na gastronomia, nas diversas manifestações culturais e na religião”, disse.

Em um contexto global onde “ódio, a intolerância e o messianismo de recomposição de impérios alimentados pela história que está sempre em combate de geração em geração”, o Chefe do Governo disse que “felizmente” Cabo Verde tem uma relação tranquila com seu passado e sua identidade sociocultural.

O evento, que vai reunir escritores e investigadores de todos os países da Lusofonia, pela sexta vez, aconteceu na Cidade da Praia, numa organização da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa e da Câmara Municipal da Praia, com parceria da Academia Cabo-verdiana de Letras e da Sociedade Cabo-verdiana de Autores.