Ulisses Correia e Silva, presidiu esta quarta-feira à abertura do Congresso Internacional de Quadros Cabo-verdianos, realizado sob o lema “Um Diálogo entre o País e a Diáspora”
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, presidiu esta quarta-feira à abertura do Congresso Internacional de Quadros Cabo-verdianos, realizado sob o lema “Um Diálogo entre o País e a Diáspora”, e destacou o simbolismo do evento no ano em que Cabo Verde celebra o 50.º aniversário da sua independência.
No seu discurso, o Chefe do Governo sublinhou que o regresso deste congresso “simboliza a força de uma Nação que é muito mais do que 10 ilhas e uma população de cerca de 500 mil habitantes”, reafirmando que a identidade Cabo-verdiana está profundamente enraizada “na língua, na música, na cultura e, sobretudo, na Diáspora”.
“Sejam bem-vindos ao vosso País. À terra dos vossos pais, avós e bisavós”, declarou Ulisses Correia e Silva, enaltecendo o papel determinante dos Cabo-verdianos emigrados, que “em tempos difíceis” deixaram o País, mas que hoje “se afirmam com sucesso na ciência, na medicina, na academia, na tecnologia, no desporto e nas artes”.
O Primeiro-Ministro sublinhou que a Diáspora Cabo-verdiana “envia remessas, investe, amplia o nosso capital humano e eleva a nossa imagem no mundo”, e reafirmou a intenção do Governo de reforçar os laços entre Cabo Verde e as comunidades no exterior, através de medidas concretas como maior acesso à nacionalidade, serviços digitais consulares e a criação do Estatuto do Investidor Emigrante, além de promover “mais inclusão e participação no desenvolvimento do País”.
“Cabo Verde é resiliente. Enfrentámos crises, secas, pandemia e seguimos em frente. Com os quadros da Diáspora ao nosso lado, somos mais fortes e capazes de construir um futuro com mais progresso, dignidade e oportunidades”, afirmou.


