Segundo o Chefe do Governo, o sucesso alcançado a 24 de março é fruto de uma aposta estratégica, consistente e de longo prazo do Estado no reforço da resposta às doenças renais crónicas
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, considerou que o primeiro transplante renal realizado com sucesso em Cabo Verde representa “uma vitória do País” e de todo o povo Cabo-verdiano, destacando o significado histórico do feito alcançado no dia 24 de março, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Cidade da Praia.
Numa publicação nas suas redes sociais, o Chefe do Governo sublinhou que esta conquista vai além de um simples procedimento médico. “Não foi apenas um transplante renal. Foi uma vitória da coragem, da competência e da confiança em nós próprios”, escreveu, acrescentando que há realizações que pertencem não apenas ao Governo, mas a toda a Nação.
Segundo o Primeiro-Ministro, o sucesso resulta de uma aposta estratégica e continuada do Estado no reforço da resposta às doenças renais crónicas. Ao longo de mais de uma década, o País investiu na expansão da diálise, na formação de profissionais, no fortalecimento dos serviços hospitalares e na criação de condições técnicas e legais, com destaque para a aprovação da lei sobre transplantes em 2023.
Ulisses Correia e Silva destacou ainda que este marco demonstra a evolução do Serviço Nacional de Saúde, evidenciando maior capacidade para responder a áreas de elevada complexidade. “Diz que Cabo Verde tem vindo a elevar, com seriedade e consistência, o nível da sua resposta”, afirmou.
Apontou também o impacto direto para os doentes e famílias, referindo que o feito traz esperança e reduz a necessidade de recorrer ao exterior para cuidados altamente especializados. “Hoje, a mensagem é clara: Cabo Verde pode. Cabo Verde consegue”, sublinhou.
De acordo com as autoridades de saúde, o País já está a estudar novos casos para transplante renal e prevê realizar cerca de 20 cirurgias ao longo de 2026, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os custos associados à hemodiálise.
O Primeiro-Ministro reconheceu, no entanto, que o próximo desafio passa por garantir a sustentabilidade e qualidade do programa, o que exige continuidade na formação, financiamento adequado, acesso a medicamentos e reforço da capacidade especializada.
Ulisses Correia e Silva terminou a sua mensagem com um reconhecimento aos profissionais de saúde, equipas hospitalares, parceiros e, de forma especial, aos doentes e famílias Cabo-verdianas, sublinhando que cada avanço na saúde representa também “um avanço na dignidade nacional”.


