Cabo Verde assinala hoje, 35 anos de democracia e liberdade, e Chefe do Governo reafirma seu alerta para a proteção da democracia
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, fez esta manhã uma avaliação “muito positiva” do percurso democrático de Cabo Verde, sublinhando que o 13 de Janeiro representou, de fato, a entrada do País numa “nova era”, marcada pela democracia, pelo Estado de direito democrático, por instituições fortes, estabilidade política e boa governação.
As declarações do Chefe do Governo foram prestadas à margem da sessão solene e especial da Assembleia Nacional, que assinala esta terça-feira, os 35 anos de liberdade e democracia em Cabo Verde.
Segundo o Chefe do Governo e Presidente do MpD, esses pilares foram e continuam a ser determinantes para posicionar Cabo Verde como “uma grande referência” em África, explicando muitos dos resultados alcançados pelo País ao longo das últimas décadas.
“A questão da estabilidade, da boa governança, baixos riscos relacionados com a corrupção e confiança são elementos que distinguem as nações”, afirmou UCS, acrescentando que Cabo Verde tem tido a “bênção” de conseguir proteger esses valores fundamentais, “hoje cada vez mais raros no mundo”.
O PM apelou a uma leitura atenta do contexto internacional, marcado por instabilidade política e institucional em vários países, para reforçar a importância do percurso Cabo-verdiano.
“É só ver o que está a acontecer no mundo para ver que nós devemos dar bênçãos ao fato de sermos estáveis”, sublinhou.
Proteção da democracia é responsabilidade coletiva
O Chefe do Governo alertou, no entanto, que a democracia não é um dado adquirido e que existem riscos que exigem vigilância constante. Defendeu, por isso, que a sua proteção é uma “responsabilidade partilhada” entre os políticos, o sistema político, as instituições e os cidadãos.
“A democracia não é compatível com extremismos, com populismo exacerbado, com ataque às instituições”, advertiu
UCS destacou ainda a importância de valorizar os símbolos da República, tanto da independência como da democracia e da liberdade, por entender que esses símbolos transmitem mensagens claras à população sobre a necessidade de preservar o regime democrático.
“É preciso valorizar também os símbolos nacionais, quer da nossa independência, quer da nossa democracia e liberdade porque isso transmite depois mensagens às populações”.


