Francisco Carvalho apelou este sábado, em Nova Iorque, a uma resposta internacional mais firme à crise climática e defendeu o reforço do multilateralismo, o respeito pelo direito internacional e uma maior representação de África no Conselho de Segurança das Nações Unidas
Na sua primeira intervenção no debate geral da Assembleia Geral da ONU enquanto chefe do Governo, Francisco Carvalho colocou as alterações climáticas entre as principais preocupações de Cabo Verde, considerando que os países que menos contribuem para o problema não podem continuar a suportar algumas das suas consequências mais graves.
O primeiro-ministro apontou a seca, a acidificação dos oceanos e a subida do nível do mar como ameaças já presentes e evocou os efeitos registados na sexta-feira em Santa Maria, na ilha do Sal, durante a passagem da tempestade tropical Gonzalo. Para Cabo Verde, sublinhou, proteger o oceano significa também proteger o território, a economia e o futuro do país.
Francisco Carvalho destacou ainda a presidência da Aliança dos Pequenos Estados Insulares, que Cabo Verde assumirá em 2027, defendendo uma agenda orientada para um financiamento climático mais justo e para o reforço da proteção dos oceanos.
No plano internacional, o chefe do Governo defendeu que o direito internacional deve prevalecer sobre a força, reafirmou a aposta no multilateralismo e sustentou reformas nas Nações Unidas, incluindo uma maior representação do continente africano no Conselho de Segurança.
A educação e a juventude estiveram igualmente presentes no discurso. Citando Amílcar Cabral e a expressão “aprender sempre”, Francisco Carvalho defendeu a educação e a criação de oportunidades para os jovens como instrumentos fundamentais para a promoção da paz e de um desenvolvimento sustentável.





