Encontro com Antony Blinken é o ponto alto da agenda do governante Norte-Americano ao País, esta segunda-feira, 22
A visita do Secretário de Estado dos EUA – equivalente a Ministro dos Negócios Estrangeiros – a Cabo Verde acontece depois dos EUA confirmar a escolha do Arquipélago para o terceiro programa do MCC.
Durante o encontro, o Primeiro-Ministro destacou a importância da visita do Secretário de Estado Antony Blinken como um reforço das excelentes relações entre Cabo Verde e os Estados Unidos.
“Cabo Verde é um parceiro antigo e consistente dos EUA. Temos uma Diáspora de milhares de cidadãos Americano-Cabo-verdianos orgulhosos das suas origens. Partilhamos valores da democracia, boa governança, respeito pelos direitos humanos e defesa da dignidade humana”, recordou.
Ulisses Correia e Silva abordou temas como a condenação de eventos internacionais, incluindo a invasão Russa à Ucrânia, atos terroristas e golpes de estados em África.
“Condenámos a invasão da Rússia à Ucrânia, condenámos o ato terrorista do Hamas em Israel e defendemos soluções que viabilizem os estados de Israel e da Palestina, condenamos golpes de estado e alterações de limites constitucionais de mandatos de Presidentes da República que têm ocorrido em África”, realçou.
O Chefe do Executivo expressou reconhecimento pelo apoio dos EUA no combate à Covid-19, agradecendo pelo fornecimento de vacinas e destacou conquistas como o Compacto do Millennium Challenge Account.
“Gostaria de expressar reconhecimento pelo apoio ao combate à Covid-19. As vacinas foram determinantes no bom combate que travámos contra a Covid. Reconhecer mais um Compacto do Millennium Challenge Account, uma importante distinção para Cabo Verde”, salientou.
O Primeiro-Ministro manifestou o desejo de reforçar as relações em diversos outros setores, incluindo o diálogo político, diplomacia, atração de investimentos, formação, ciência e tecnologia.
“A massificação da língua Inglesa é estratégica para o desenvolvimento do potencial da conetividade turística, empresarial, tecnológica, científica e académica, num País aberto ao mundo e com elevado nível de liberdade económica”, acrescentou.
UCS mostrou ainda interesse em reforçar “a nossa parceria com os EUA na segurança marítima e na cibersegurança, numa perspetiva regional e global. Uma parceria estruturada, previsível e sustentada”.


