Privatização da Emprofac. Governo classifica de “grave, irresponsável e desprovido de bom senso” insinuação do PAICV

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Executivo da República lembra que processo de privatização “ainda nem se iniciou” pelo que estranha a “precipitação” do PAICV

Às acusações do PAICV, na voz do seu dirigente Fidel de Pina, sobre a Emprofac, em como o Governo estará a desvalorizar a empresa para a privatizar “ao desbarato”, num processo “pouco transparente e entre amigos”, o Ministério das Finanças e do Fomento Empresarial, em comunicado, veio classificar tal crítica de “grave, irresponsável e desprovido de bom senso”.

Observando que o processo de privatização daquela empresa, iniciado em 2019, antes da pandemia da Covid-19, foi interrompido, e que o dossiê técnico de suporte “ainda está por concluir”, o Governo, clarifica que de facto, “ainda nem se iniciou” o processo de privatização da Emprofac, pelo que não entende a “precipitação maldosa” do PAICV, repudiando, por isso, o posicionamento “mal-intencionado” e sem “a mínima clarividência” daquele Partido.

“O PAICV, intencionalmente, finge desconhecer o quadro legal que regula todo e qualquer processo de privatização em Cabo Verde”, refere a nota, observando que esse Partido “tem-se manifestado ideologicamente” contra qualquer processo de privatização e contra os investimentos privados no País.

O Governo reafirma seu compromisso com a agenda de privatizações, garantindo, no entanto, que sua ação será pautada pelo “rigor, transparência e legalidade”.

“O Governo apela à responsabilidade, objetividade, seriedade e serenidade no tratamento de questões importantes que impactam a vida de todos os cidadãos Cabo-verdianos”, refere a mesma nota.