Programa Alimentar pede “acesso sustentável” a ajuda humanitária em Gaza

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Primeiros camiões com recursos médicos começaram a entrar na região, mas o Programa Alimentar Mundial avisou para o risco de fome na população 

O Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou este sábado que, entre as cerca de duas centenas de camiões com ajuda humanitária prontos para entrar na Faixa de Gaza, encontram-se alimentos para apoiar 500 mil pessoas, à espera da permissão de Israel para entrar no devastado enclave Palestiniano.

Numa publicação na rede social X, a diretora executiva do programa exigiu que fosse dado “acesso sustentável e garantido” aos agentes humanitários no local, para que a população Palestiniana civil seja ajudada pelas organizações não-governamentais que tentam lidar com a “gravíssima crise humanitária”.

“Este conflito está a ter um impacto horrível nos civis, a comida vai acabar em poucos dias e há uma falta perigosa de água, medicamentos e outros recursos”, alertou Cindy McCain.

McCain vincou que os camiões do PAM “estão carregados e à espera com comida para meio milhão de pessoas, mas não podem entrar neste momento em Gaza”. “Os atores humanitários têm de poder oferecer ajuda e têm de poder distribuí-la”, referiu.

Caso contrário, reiterou a diretora do programa, “o mundo vai ficar a olhar enquanto o povo de Gaza passa fome”.

As declarações de McCain foram publicadas pouco antes das autoridades do Hamas terem confirmado que os primeiros 20 camiões com ajuda humanitária iriam entrar na Faixa de Gaza, com recursos médicos oferecidos pela Organização Mundial de Saúde. Apesar de serem pouquíssimos recursos para a enorme quantidade de pessoas em risco, é o primeiro passo na abertura de Rafah a uma ajuda humanitária recorrente, depois de duas semanas de grande devastação em Gaza por parte das forças Israelitas.