Cerca de 620 famílias dos bairros de Farinação e zona sul de Boa Esperança foram abrangidas pelo programa do Governo
Chegou ao fim o Programa do Governo, de realojamento das famílias e eliminação das barracas na Ilha da Boa Vista.
Segundo apurou OPAÍS.cv junto do Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, cerca de 620 famílias de dois bairros foram abrangidas pelo programa.
“Concluímos o processo de realojamento com a demolição das barracas na Ilha de Boa Vista, sendo 76 no bairro de Farinação e 534 na zona sul do Bairro de Boa Esperança”, referiu uma fonte.
Na cerimónia para assinalar o fim do programa, a Ministra Eunice Silva disse estar aliviada, uma vez que houve muitas pessoas incrédulas no início do programa, chegando a lhe dizer para “não entrar nessa” porque não daria certo e hoje, como disse “cumprimos”.
“Aquilo que é a responsabilidade do Governo já está feito”, disse, sublinhando que agora vão centrar-se na Ilha do Sal, para as mesmas intervenções.
Só na zona de barraca foram investidos mais de um milhão de contos, na construção das habitações, expansão das infraestruturas, requalificação da zona e na rede de esgotos pública.
Com essas intervenções, inseridas no programa do Governo em estreita articulação com a Câmara Municipal da Boa Vista, muitíssimas famílias passaram a “viver com dignidade”, com acesso às condições e bens básicos.
Neste momento, apelou a Ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, é preciso trabalhar para que não haja retrocesso, e para isso, reforçou a Câmara Municipal tem de estar no terreno, e como autoridade local deve estar atenta, para não haver reaproveitamento.
Por seu lado, o Presidente Cláudio Mendonça, prometeu dar continuidade aos trabalhos para que não haja esse reaproveitamento, uma vez que como disse, a eliminação das barracas também “era uma prioridade” da Autarquia, que agradece os esforços feitos.
“O Município da Boa Vista agradece, porque melhoramos os índices do desenvolvimento humano, no que tange à habitação social, água, energia e requalificação”, notou, precisando que isso é um facto e “devemos vangloriar-nos e festejar”.


