Protestos no Irão já fizeram quase 500 mortos e mais de 10.600 detidos

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Pelo menos 490 manifestantes morreram desde o início dos protestos no Irão, que se espalharam por mais de 100 cidades, enquanto o regime intensifica a repressão e troca ameaças com os Estados Unidos

Pelo menos 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança morreram desde o início dos protestos no Irão, segundo dados divulgados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, que aponta ainda para mais de 10.600 detenções. As manifestações, consideradas as maiores desde 2022, começaram a 28 de dezembro contra a subida dos preços e evoluíram para exigências do fim do regime do líder supremo, ayatollah Ali Khamenei.

Em reação à instabilidade, o presidente do Parlamento Iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou os Estados Unidos contra “cálculos errados”, afirmando que Israel e todas as bases e navios Norte-americanos seriam alvos legítimos em caso de ataque ao Irão. As declarações surgem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado intervir caso seja usada força contra os manifestantes.

Apesar das ameaças Iranianas, o Wall Street Journal noticiou que Trump deverá reunir-se com altos responsáveis da administração Norte-americana para discutir possíveis respostas, incluindo ataques militares, ações cibernéticas, novas sanções e reforço do apoio a vozes antigovernamentais.

O Governo Iraniano tem respondido com forte repressão, incluindo ameaças de punição severa aos manifestantes e o bloqueio da internet para dificultar a circulação de informação. Ainda assim, os protestos persistem e já se estenderam a mais de 100 cidades e vilas, com imagens nas redes sociais a evidenciar a dimensão das mobilizações.