Plano de desconfinamento não prevê ajuntamentos até 1 de outubro, e as eleições podem realizar-se naquele mês, pelo menos conforme o quadro legal
As próximas eleições autárquicas, ainda sem data marcada, podem experimentar novos formatos, a fazer fé pelas restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, que desde março entrou no Arquipélago.
Ontem no Parlamento, ao ser questionado sobre o formato das próximas campanhas autárquicas e legislativas, estas, previstas para primeiro semestre de 2021, o Primeiro-Ministro deixou entender que as normas sanitárias “ainda continuarão a prevalecer”.
Na ocasião, Ulisses Correia e Silva informou que o Ministério da Saúde e da Segurança Social “já está a preparar” um normativo específico relativamente a determinados cuidados a ter. “E vamos depois discutir com os Partidos políticos, mas serão sempre as normas sanitárias a prevalecer”, advertiu.
UCS que é também Presidente do MpD, Partido que lidera 18 das 22 Autarquias nacionais, disse mesmo ver com “alguma dificuldade” a realização de comícios e porta-a-porta, nos moldes tradicionais nas próximas campanhas eleitorais em Cabo Verde, e apontou para a responsabilidade dos políticos e candidatos para a proteção individual e coletiva.
O Chefe do Governo e líder do maior Partido Cabo-verdiano, sugeriu que há que se “chegar a consenso” sobre as novas formas de se fazer a atividade política de rua nas Ilhas, sobretudo em contexto de Covid-19.


