PTS critica composição do novo governo e aponta exclusão de jovens e mulheres

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O partido que não conseguiu eleição para o parlamento considerou que a nova configuração da Assembleia Nacional e do governo representa a continuidade daquilo que classifica como a “velha política cabo-verdiana”, marcada, segundo o PTS, pela reduzida representação de jovens e mulheres nos órgãos de decisão

Numa análise intitulada “A nova roupa velha da política cabo-verdiana”, o PTS afirma que os resultados das eleições de 17 de maio e a composição dos novos órgãos de soberania demonstram a manutenção de práticas que o partido tem vindo a contestar. A formação política destaca que, dos 72 deputados eleitos, apenas quatro têm menos de 40 anos, situação que considera reveladora de uma “exclusão geracional”.

O partido sustenta ainda que a nova Assembleia Nacional está distante das preocupações da juventude cabo-verdiana, apontando questões como o desemprego, a pobreza e as dificuldades enfrentadas pelos jovens como desafios que exigem maior representatividade política.

Relativamente ao governo, empossado na sexta-feira, dia 19 de junho, o PTS critica a dimensão do executivo, argumentando que fica aquém da promessa de ser mais reduzido. Na mesma análise, o partido observa que o executivo integra 18 elementos, dos quais 15 são homens e três mulheres, e lamenta a ausência de jovens no que considera ser o núcleo central de decisão governativa.

Para o PTS, o cenário atual traduz a continuidade de um sistema político que, na sua perspetiva, favorece a permanência dos mesmos grupos no poder. O partido defende que a alternância política que tem promovido como forma de romper com o bipartidarismo ainda não se concretizou.

Apesar de não ter conseguido representação parlamentar, o PTS garante que continuará a acompanhar a ação governativa e a exercer um papel de fiscalização e crítica. A formação política reafirma o compromisso de defender uma maior participação dos jovens e das mulheres na vida política nacional.

Na conclusão do documento, o PTS sustenta que Cabo Verde necessita de maior inclusão geracional e de género nos centros de decisão, defendendo que o país “merece jovens, merece mulheres e merece futuro”.

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