PTS, UCID e PP fazem balanço positivo da campanha e reforçam apelos ao eleitorado

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Os Partidos PTS, UCID e PP fizeram um balanço positivo dos primeiros dias da campanha eleitoral, após percorrerem várias zonas e localidades do País em contacto direto com a população

Os líderes destas três forças políticas que concorrem no dia 17 de maio, destacaram a recetividade dos eleitores, o ambiente de civismo e a necessidade de maior participação dos cidadãos nas eleições legislativas, reforçando mensagens centradas nos problemas sociais, económicos e na renovação política.

Pelo PTS, ouvimos o dirigente Jailson Silva, que considerou que o balanço da campanha “é positivo”, sublinhando que o foco do Partido tem sido ouvir as preocupações da população relacionadas com o custo de vida, segurança e transportes, em vez de apostar apenas em grandes comícios.

Segundo o político, o seu PTS tem encontrado um ambiente de “relativa tranquilidade e civismo”, o que, afirmou, demonstra o respeito pela tradição democrática do País. “Encontramos um povo atento, participativo e com vontade de ouvir propostas”, afirmou, acrescentando, contudo, que o eleitorado está hoje “mais exigente” e à procura de soluções reais para áreas como emprego, economia e oportunidades para os jovens.

Jailson Silva mostrou-se ainda confiante na possibilidade de o PTS eleger Deputados em todos os círculos eleitorais onde o Partido está representado.

Por sua vez, pela UCID, ouvimos o dirigente António Monteiro, que também classificou como positivo o arranque da campanha eleitoral.

António Monteiro disse que o Partido mantém confiança nos resultados e apelou à participação dos eleitores no sufrágio do próximo dia 17 de maio. “Estamos a fazer um grande apelo para que as pessoas não fiquem em casa”, afirmou, manifestando esperança na eleição de cinco Deputados em São Vicente.

O político disse ainda que, durante os contactos realizados nos últimos dias, o Partido constatou um sentimento de descontentamento popular em relação ao MpD e ao PAICV.

Já o líder do PP, Amândio Barbosa Vicente, fez igualmente um balanço positivo do contacto direto com a população, embora tenha considerado que os partidos de menor dimensão enfrentam “uma luta desigual” em relação às maiores forças políticas.

Amândio Barbosa Vicente afirmou que o resultado final será decidido nas urnas, mas criticou aquilo que considera ser uma vantagem dos grandes partidos, alegando o uso de “fortunas de dinheiro do Estado e financiamentos partidários” para dominar o cenário político.

O dirigente apelou ao eleitorado para utilizar o voto “como uma arma de força” para promover mudanças na representação partidária na Assembleia Nacional.

Apesar dos esforços de OPAÍS.cv para ouvir o MpD e o PAICV sobre o balanço desta primeira semana de campanha eleitoral, dando a todos os partidos a mesma atenção, tal como tem acontecido ao longo da cobertura eleitoral, não foi possível obter reações destas duas formações políticas por indisponibilidade dos seus representantes.