Quando o povo acorda, a democracia vence – Cabo Verde não pode falhar

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O que aconteceu na Hungria — tal como antes na Polónia — não foi apenas uma eleição. Foi um grito de libertação democrática.

E como disse Barack Obama, essas vitórias são mais do que nacionais: são um lembrete global de que os povos não aceitam viver de joelhos.

A mensagem é clara: quando há risco de retrocesso, o povo levanta-se — e trava o autoritarismo nas urnas.

E em Cabo Verde? Estamos a ouvir, sem disfarce, ideias perigosas:

— reabilitar lógicas de partido único,

— normalizar discursos de milícias e controlo social,

— banalizar práticas de polícia política,

— ressuscitar fantasmas da reforma agrária imposta,

— aceitar tribunais de zona como instrumento de poder.

Isto não é teoria. Isto não é exagero. Isto é um projeto de regressão. E quem conhece a nossa história sabe: esses caminhos não trazem justiça — trazem medo. Não trazem igualdade — trazem controlo. Não trazem progresso — trazem atraso.

Cabo Verde construiu, com esforço e inteligência, uma democracia respeitada no mundo. Não foi para agora a entregar, de forma ingénua, a quem brinca com o passado.

A lição da Hungria é simples: a democracia só vence quando o povo vota com consciência e coragem.

Não basta votar. É preciso votar forte. Votar claro. Votar sem ambiguidades.

No dia 17 de maio, cada voto é uma escolha entre dois caminhos: ou avançamos com liberdade, estabilidade e Estado de Direito ou abrimos a porta ao experimentalismo político com cheiro a passado. Não há meio-termo.

A democracia não se defende com silêncio. Defende-se com decisão.

Cabo Verde não é laboratório de aventuras políticas.

Cabo Verde é uma democracia que deu certo — e que deve ser protegida.

Por isso, no dia 17:

VOTAR NA DEMOCRACIA É UM DEVER.

VOTAR FORTE NA DEMOCRACIA É UMA OBRIGAÇÃO HISTÓRICA.

Porque quando surgem sinais de autoritarismo, não há neutralidade possível: ou se está com a democracia, ou contra ela.

E o povo cabo-verdiano já mostrou — e vai voltar a mostrar — de que lado está.

Do lado da liberdade. Do lado da democracia. Do lado do futuro.