Quase 2.500 concorreram a 120 vagas de agentes da Polícia Nacional de Cabo Verde

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Quase 2.500 Cabo-verdianos candidataram-se em 20 dias ao concurso público para recrutar 120 agentes da Polícia Nacional, segundo dados da Corporação

          

De acordo com a lista divulgada pela Direção Nacional da Polícia Nacional, o 11.º curso de formação de agentes recebeu 2.491 candidaturas, mas cerca de 300 foram excluídos logo no arranque do processo de seleção, por diversos motivos.

Os candidatos a selecionar têm de ter nacionalidade Cabo-verdiana e idade compreendida entre os 21 e os 28 anos, bem como habilitações mínimas ao nível do 12.º ano de escolaridade, estando obrigados a realizar provas físicas e teóricas, uma inspeção médica e uma entrevista, entre outras exigências.

Este concurso foi lançado em 14 de outubro, por 20 dias, pela Direção Nacional da Polícia Nacional, para recrutar 120 agentes, que serão formados durante pelo Centro Nacional de Formação daquela força policial, na Praia.

O regulamento do concurso define que “devido à propagação de covid-19” no arquipélago, “pode ser exigido a cada candidato” que apresente um resultado negativo para o novo coronavírus, através de um teste rápido de despiste, a ser efetuado 72 horas antes da realização de cada fase das provas.

A Polícia Nacional perde anualmente quase meia centena de efetivos, entre reformas e agentes que emigram, e apenas consegue formar 120, o que está a dificultar o reforço do contingente, que ronda os 1.900 polícias, explicou à Lusa, em dezembro de 2019, o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

Apontou ainda o abandono voluntário entre o efetivo da Polícia Nacional, nomeadamente para a emigração, como outro dos problemas, sobretudo dos agentes colocados nas Ilhas do Fogo e da Brava, com fortes comunidades emigrantes nos Estados Unidos.

Segundo Paulo Rocha, um levantamento anterior apontava que a Polícia Nacional deveria chegar a 2025 com um contingente de 2.700 polícias: “Nós ainda nem chegámos aos 2.000 (…) O desejado é que o rácio a nível nacional seja de um agente por 250 habitantes. Nós ainda andamos longe disso. Em algumas localidades estamos a um agente para 350 habitantes, 300 habitantes. Noutra localidades estamos muito, muito distantes disso”.

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