Quase quatro meses depois do assassinato a tiro de Dom Osório Citora Afonso, em Moçambique, quatro pessoas encontram-se em prisão preventiva por suspeita de envolvimento no crime. O caso, que abalou a Igreja Católica moçambicana, permanece, contudo, sem esclarecimento público sobre os autores e as motivações
A existência dos quatro detidos foi confirmada pelo Ministério Público da província da Zambézia, segundo avançou ontem, quinta-feira, vários órgãos de comunicação social.
O porta-voz da Procuradoria Provincial da República na Zambézia, Rambo Simbe, explicou que o processo continua na fase de instrução e sob segredo de justiça. As autoridades não revelaram a identidade dos quatro suspeitos nem esclareceram o alegado grau de envolvimento de cada um no homicídio.
Dom Osório Citora Afonso, de 54 anos, foi assassinado a tiro no Paço Episcopal de Quelimane, a 6 de junho. Segundo informações divulgadas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, o bispo foi atingido no peito com uma arma de fogo, depois de os atacantes terem entrado no recinto da residência episcopal.
Inicialmente, as autoridades anunciaram a detenção de três suspeitos. A investigação passa agora a contar com quatro pessoas em prisão preventiva, mas continuam por esclarecer as circunstâncias, responsabilidades e motivação de um crime sobre o qual a Conferência Episcopal de Moçambique tem exigido o apuramento integral da verdade.





