É com enorme satisfação que felicito a seleção de Cabo Verde por já conhecer os seus adversários para aquela que será a sua primeira participação numa Copa do Mundo, em 2026, e logo a fazer dois dos três jogos da fase de grupo, jogando “em casa”, nos Estados Unidos junto da nossa imensa e pujante diáspora. Trata-se de um momento verdadeiramente histórico, não apenas para o país, mas também para todo o continente africano e para todos os que acompanham com orgulho a evolução do futebol cabo-verdiano.
Seria particularmente interessante, e até simbólico, se o jogo inaugural do Mundial de 2026 fosse entre o nosso Cabo Verde e a Espanha. Um duelo desta magnitude colocaria Cabo Verde sob os holofotes do mundo logo no primeiro dia, mostrando que o futebol também é feito de sonhos que se tornam realidade e de seleções emergentes que chegam para surpreender.
A verdade é que a nossa seleção tem tudo para fazer história. A equipa nacional, sob a orientação de Bubista e sua equipa técnica, tem crescido de forma consistente, reúne jogadores talentosos e resilientes e exibe uma identidade futebolística que combina técnica, coragem e disciplina. Não é exagero acreditar que podemos superar a fase de grupos, algo que, para uma estreia, seria extraordinário, mas totalmente possível.
2026 promete ser o ano em que Cabo Verde mostra ao mundo aquilo que sempre soube: que é um país pequeno apenas no mapa, mas gigante em paixão, talento e ambição.
Que venha, então, o mundial de futebol!


