Quem mandou assassinar Renato Cardoso?

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Hoje, 29 de Setembro de 2022, completam trinta e três anos do assassinato de Renato de Silos Cardoso. Ele nasceu em Mindelo a 1 de Dezembro de 1951. Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, desempenhou várias funções nos Governos da I República, com destaque para o de Conselheiro de primeiro-ministro Pedro Pires, e no momento do assassinato desempenhava a função de Secretário de Estado da Administração Pública. Foi autor de vários escritos, designadamente o livro: “Cabo Verde- Opção por uma política de paz”. Foi homem da cultura, músico e compositor, e é da sua autoria as baladas “Tanha, Terra bo Sabé e Porton d’ Nos ilha, etc”. Para além de político, governante, foi também diplomata de carreira.

Renato de Silos Cardoso foi baleado na zona de Quebra-Canela, no dia 29 de Setembro de 1989, entre 18:30 e 19:30 horas. Depois de baleado no interior da viatura, aonde estava acompanhado de uma senhora, foi socorrido e conduzido ao Hospital da Praia. Foi submetido a uma cirurgia, mas acabou por falecer.

Curiosamente, o Primeiro-Ministro Pedro Pires, que nessa noite seguia de viagem para os EUA, estando no aeroporto, ainda teve tempo para se dirigir ao hospital e ver o Renato Cardoso.

Passados 33 anos do seu assassinato, ao longo do tempo, muito se tem dito e especulado sobre a origem do assassinato do meu amigo Renato de Silos Cardoso?! Na montra do Djibla de S. Vicente ainda existe um recorte do jornal, que diz: “QUEM MATOU RENATO CARDOSO”!

O certo é que vários expedientes foram usados e alguns disfarces foram materializados, para camuflar esse assassinato, começando pelo julgamento do “Badiu Boxero”, à vinda extemporânea de inspetores da Polícia Judiciaria portuguesa, que, no final, acabaram por concluir que os indícios de provas tinham sido desaparecidos. Com estes e outros motivos, as dúvidas sobre o assassinato do Renato foram engrossando e até ao presente persiste-se a inquietação, o desassossego, sem uma séria e convincente resposta.

Para Carlos Veiga, a morte de Renato Cardoso não teve motivações políticas. Para ele, a morte de Renato Cardoso “foi um azar”, “estava num lugar errado, no momento errado”. É uma opinião que se deve respeitar. O caso é complexo, não fosse algumas confissões…

Eu e o Renato Cardoso, através da apresentação que me foi feita pelo Jorge Carlos Fonseca, construímos uma sólida amizade. Convivemos muito na Praia e quando eu estudava em Lisboa, não havia vez que ele passava por aquela cidade, que a gente não se encontrava. E confesso que foi o Renato de Silas Cardoso quem acabou por convencer Pedro Pires de que eu era um Cabo-verdiano, um cristão, e merecedor do direito a uma bolsa de estudos, direito esse que o próprio Pedro Pires e o Ministro de Educação Carlos Reis me tinham retirado em 1979, por razões políticas, na sequência de um duro relatório contra a minha pessoa por parte da maldita e satânica JAAC-CV!

Terminado o curso de direito, fui residir nos EUA. Porém, em Agosto de 1979, fui de férias a Cabo Verde por um período de três semanas. Como era natural, o encontro com o meu amigo Renato Cardoso era sagrado. Quanto mais não seja, para pôr-mos a conversa em dia.

Encontramo-nos numa festa de casamento na Prainha e então combinamos um jantar no dia seguinte em casa dele. Foi um longo e precioso jantar! E a conversa se prolongou até às 5 horas de madrugada. Foi nessa conversa que o Renato me confidenciou que iria haver em Cabo Verde a abertura política do regime e que se pretendia a instauração da democracia. Ouvi com atenção as explicações do Renato, mas ele próprio me disse: “Maika, eu te conheço muito bem! Vejo que não estás a acreditar no que te digo”. “Mas, Maika, estou a falar a sério”. E na sequência confidenciou-me que estava a enfrentar alguns problemas internos: “Maika, há gente no Paicv que não vai com a minha cara. Ouvi uns rumores…mas, vou falar com o Presidente Aristides Pereira…”. Perguntei-lhe: “Mas, é algo que ponha em causa a tua integridade…”. Ele não me respondeu e mudou de assunto.

Mais tarde, com a morte do Renato, vim a perceber melhor as reticências da conversa dele e o que ele não quis abrir comigo de forma mais clara.

No seio do Paicv e, sobretudo, na matéria de governação, a situação era péssima. Afinal, Aristides Pereira e Pedro Pires e outros camaradas dirigentes acabaram por perceber que a economia estava a se atrofiar cada vez mais, os problemas sociais se engrossavam e que o contexto internacional já não era favorável aos regimes de partido único. Concluíram que não havia outra solução, que não fosse a abertura política – deliberação que foi ensaiada antes, mas que foi chumbada no III Congresso do Paicv, em 1988, com Silvino da Luz e Abílio Duarte à cabeça, e suportados pelos jovens Basílio Mosso Ramos, Cristina Fontes, José Maria Neves e outros jovens da altura.

Todavia, paralelamente, Pedro Pires, a par da abertura política, conservava em segredo um projeto pessoal. Aliás, esse projeto do Pires ficou patente aquando da doença e evacuação de Aristides Pereira ( a doença da angina de peito), em que se temia que ele não ia se recuperar, assistiu-se a uma terrível competição para a sua substituição! Isto aconteceu em 1983. A esse respeito disse o Aristides Pereira: “Falou-se que eu estava doente e ía retirar-me do poder”.

E na altura Pedro Pires era um dos principais delfins, embora havia a ambição explícita do Abílio Duarte e também de Silvino da Luz. Aliás, Aristides Pereira fala sobre essa questão na sua obra com alguma mágoa! No Paigc e no Paicv as tentativas de golpes internos, de lutas pelo poder a nível interno, sempre foram uma realidade viva, mas bem encoberta e camuflada.

Passado esse período, nunca Pedro Pires abandonou a sua ideia ou obsessão em querer ser o Presidente da República, querendo afastar e empurrar o Aristides Pereira. Feita a abertura, ele avançaria como candidato presidencial e o Renato Cardoso, no projeto de Pedro Pires, seria o seu primeiro-ministro.

Este projeto permaneceu trancado no maior segredo dos deuses, mas a pouco e pouco se transpirou para fora, chegando ao conhecimento de Aristides Pereira e dos outros dirigentes do partido. A partir daí os rumores se multiplicaram. E começaram a aparecer comentários e sinais de raiva e de descontentamento entre os principais dirigentes do Paicv, incluindo o grupo que apoiava Aristides Pereira. O grupo que não nutria simpatia ao Pedro Pires não ficou parado. Foi um período particularmente agitado!

Aristides Pereira afirmou no seu livro que “Pedro Pires era um animal político… e que nunca a sua liderança foi consensual”.

Com essa desconfiança e descoberto o instinto golpista do Pedro Pires, com a crispação reinante e crescente no seio do Paicv, os rumores e as desconfianças contra o projeto de Pedro Pires e a pessoa de Renato Cardoso foram tomando corpo e também começaram as ameaças veladas.

Foi no meio desse complexo ambiente, que Renato Cardoso resolveu pedir uma audiência ao Presidente Aristides Pereira. Convém realçar que Aristides Pereira entendia que o Renato não o curtia. Não ia muito com a sua cara. Aristides disse no seu livro o seguinte: “…mas Pires agarrou nele e amparou-o. Eles é que trabalhavam juntos”.

Em relação à audiência, o Aristides Pereira, no livro de autoria do José Vicente Lopes, disse: “Recebo-o, e logo deu para ver que ele estava preocupado. Ele (Renato Cardoso) disse-me: “Eu tenho indícios, avisos, que se está a preparar-se algo contra mim”.

Depois de algumas considerações, Aristides Pereira disse: “Pessoalmente, não dei grande importância àquilo. …”, “achei que tudo não passava de mais uma intriga…”. Acrescentou o Aristides Pereira: “O certo é que no dia seguinte, coincidência ou não, mataram-no nas condições que todos sabemos”.

Essas palavras de Aristides Pereira são complicadas para se perceber e o pior é como ele encarou, com ligeireza, a queixa de Renato Cardoso!

O que é facto – crua e nua – é que vinte e quatro horas da audiência com Aristides Pereira, o Renato Cardoso foi assassinado.

Mas, antes do assassinato, Renato tinha indícios de que estava a ser seguido e que algo estava para acontecer.

De resto, o Paicv sempre assumiu ser o herdeiro do Paigc, partido que conduziu a luta na Guiné-Bissau, com muitas peripécias relatadas por vários autores e que vieram a ser conhecidas, pouco a pouco, mais tarde. Também são conhecidas as lutas pelo poder no seio do Paigc, as contradições, as dúvidas que conduziram ao assassinato de Amílcar Cabral.

E depois da independência de Cabo Verde, as alas existentes no seio do Paicv e as disputas pelo poder no interior do Paicv… Aristides Pereira descreveu essas guerras internas de forma clara, as tentativas de golpes políticos no interior do partido, e até falou nas várias tentativas para o afastar. “Sabia-se que a liderança do Pedro Pires nunca foi consensual. Que Abílio Duarte não morria de amores ao Pedro Pires. A mesma coisa em relação ao Osvaldo Lopes da Silva, as várias broncas conhecidas entre ele e o Pires”, a luta de boxe (via de facto) entre o Amaro da Luz e o David Hopffer Almada na reunião de Conselho de Ministros…”! As confusões entre os dirigentes e as alas eram frequentes e muito duras!

A ala dura do partido, Silvino da Luz e Júlio de Carvalho e outros, que controlavam o Ministério da Defesa e Segurança, e que eram os opositores mais agitados e visíveis contra a ala de Pedro Pires.

No meio dessa luta de grupos, golpes e alas e numa tentativa de impedir e bloquear o projeto político de Pedro Pires, quem acabou por pagar com a sua vida foi o Renato de Silos Cardoso. Alguns dos ordenantes, mandantes, estão vivos e o executor do crime também está vivo e arrependido. É natural do interior da ilha de Santiago e é oficial militar na reserva.

Por isso e por outros motivos é que digo e repito sempre: NÃO FOI POR ACASO QUE O PAICV, EM 1991, NO MOMENTO DA SAÍDA DO GOVERNO, ROUBARAM E LEVARAM OS ARQUIVOS DA POLÍCIA POLÍTICA E NUNCA MAIS A REPÚBLICA CONSEGUIU SABER DO PARADEIRO DESSES ARQUIVOS, QUE SÃO PATRIMÓNIO DO ESTADO DE CABO VERDE!

Ainda depois do assassinato de Renato Cardoso, para simular e disfarçar o crime vil, de madrugada, mandaram de barco o executor do crime para a Brava, onde permaneceu por cerca de dois meses. Que enorme tragédia!

Vinte e tal dias depois de meu regresso aos EUA e do encontro com Renato Cardoso, recebo a notícia do seu seu assassinato!

GLÓRIA ETERNA AO AMIGO RENATO CARDOSO!

11 COMENTÁRIOS

  1. O autor tem alguns lapsos de memória que passo a citar : 1. Ele diz que o Pedro Pires foi ao hospital ver o Renato Cardoso, que tinha sido baleado; falso. Pedro Pires estava na Ilha do Sal a apanhar avião da SAA para se deslocar a Nova York para participar na AG das Nações Unidas; 2. O falecido Renato Cardoso em 1979 fez a antevisão da abertura política que veio a acontecer 10 anos depois ? Ou ele em vez de 1979 queria dizer 1989.
    3. Durante o julgamento, que assisti, foram ouvidas várias testemunhas aroladas pela defesa do Badiu Boxero, tendo à frente o Dr. Arnaldo Silva e as declarações em muitos aspectos não coincidem com o relatado. Isto de golpes e contra golpes no seio o PAICV são, em boa dose, a imaginação do autor. Agora colocar Júlio de Carvalho aliado a Silvino da Luz contra Pedro Pires é totalmente descabido. Júlio de Carvalho e Pedro Pires ainda são grandes amigos.

  2. Mas então já se sabe quem foi o assassino! Se fosse familiar de Renato Cardoso esse assassino e os ordenantes pagar-me-iam Tim-Tim por Tim-tim. Tu também MAiKa, se Renato fez por ti tudo que relataste, não fazes nada?

  3. Este trabalho feito em cima dos joelhos traz grandes contradições. O falecido Renato era o putativo Primeiro Ministro de Pedro Pires Presidente. Logo, num Regina presidencialista. Numa hora de ameaças ele pede proteção ao falecido Presidente Aristides e ignora quem de facto tem poder, Pedro Pires, o Chefe do Governo. Um homem ameaçado de morte, sai numa aventura, num local deserto como era Kebra Kanela ao tempo. A mulher era casada com um militar, que estava na Praia, na altura, embora vivesse em São Vicente. O autor tem de ser impulsivo e inventar factos que apenas existiram na imaginação dele.

    • Acho ki já é altura di Caboverdeanos sabi verdadi, pmd afinal di contas o suspeito di Assassinato di Dr.Renato Cardoso foi brutalmenti maltratadu na altura, ntinha apenas 9 anos di idadi nta estudaba Quarta Classe na antigo ENAPOR (frenti arquivo historico, ao lado di Esplanada na Motcha la na Capitania). badiu boxero djan conxeba el di vista ta treina na Gamboa di repenti nu odja kel pugilista na zero ,abandonado e visto como Assassino e nôs ki ta estudaba na ENAPOR na altura nu obi ta fladu me mata alguem (Dr.Renato Cardoso), dja passa 33 anos nta lembra como si fossi hoji, autor di es texto caba di confirma ma mandante di Assassinato sta vivo e autor di crime tambe sta vivo e mê ta vive na interior di ilha di Santiago mê un Ofiçial Militar na reserva. (KA NU SKECI MA AUTOR DES TEXTO SR.MAIKA LOBO MENÇIONA NOMI DI KEL KE CONSIDERADO PA TUDO CABOVERDEANOS COMO INSTITUIÇÃO MAS CREDÍVEL DO PAÍS) FORÇAS ARMADAS. (F.A.)
      Bom , si dja foi confirmado autor di crime, Nta pide a quem é di direito pa fazi alguem kuza pmd Badiu Boxero hoji sta vive na pobreza extremo ta fazi mandado na Sucupira pa sobrevive dado a incapacidadi di trabadja pmd maltratu fisíco e psiquico.( Corpo e menti).
      Agora ku es confirmaçon nu ten ki pide justiça aserio, pmd Dr.Renato Cardoso foi trado di caminhu e Badiu Boxero usado como terra na odjo pa engana alguns pessoas na altura.
      KI SEJA FEITA A JUSTIÇA PELO MENOS PA BADIU BOXERO MORRI EM PAZ KU EL MESMO E TEN ALGUN INDEMINIZAÇON PE VIVE KU DIGNIDADI KE FOI TRADU BADIU BOXERO NA ALTURA DI CRIME .
      Pa kenha ki ka sabi BADIU BOXERO é grandi pessoa fino e di tratu fino.
      Nten orgulho di fla ma nu conxi na boxe e mê excelente ser humano.
      NHÔS BAI SUCUPIRA NHÒS ODJA MO KE STA DIPOS DI 33 ANOS.
      MAIKA LOBO, NA NHA HUMILDE OPINION É DEVIA SER TCHOMADO NA JUSTIÇA (TRIBUNAL) PE BAI FLA NOMI DI MANDANTE E AUTOR DI ASSASSINATO DI DR.RENATO CARDOSO .
      Assi pa nu fika nôs Tudo claro ku o ki contice no dia 29 di Setembro di 1989.

  4. Luís Carvalho
    Desde há algum tempo a esta parte deixei de ler os escritos deste senhor Mika Lobo, mas desta vez não resisti, pois o assunto por ele abordado é muito importante. Ele sabe quem matou o Renato Cardoso. Segundo disse, “mandaram de barco o executor do crime para a Brava, onde permaneceu por cerca de dois meses” (sic). Ao fazer esta afirmação, o senhor Mike, que não sofre de nenhum tipo de demência, acredito, deixou transparecer que está na posse de informações que possam contribuir para o cabal esclarecimento sobre a morte do Dr. Renato Cardoso. Agora que já temos Polícia Judiciária, esta pode entrar em acção.

  5. Por essas palavras: “Ainda depois do assassinato de Renato Cardoso, para simular e disfarçar o crime vil, de madrugada, mandaram de barco o executor do crime para a Brava, onde permaneceu por cerca de dois meses.”
    Ou seja, o assassínio então afinal existe? Só falta saber quem foi o mandante, não é? Ou o crime já prescreveu?
    Alô PGR.

  6. A mais importante nota a reter, sobre como o Renato Cardoso estava criar mossas no paigc, aconteceu em uma das suas derradeiras audiências que teve com o então Secretário Geral do Paigc, Aristides Pereira. Isto desmente categoricamente a mentira criada de que RC seria o futuro primeiro ministro por Paigc. Essa nota está omitida na biografia de Aristides Pereira pelo astuto José Vicente Lopes, que é o mais famoso biógrafo oficial dos ditadores crioulos. Aconteceu nas vésperas de um daqueles enfadonhos congressos do partido da ditadura (José Vicente Lopes ainda era estudante no Brasil e escrevia para o “jornal da oposição” que era como era tratado o Jornal Terra Nova do Padre Fidalgo pelo Paigc, que agora é o partido de estimação de José Vicente Lopes), e sem o conhecimento de Pedro Pires, chefe do Governo, Renato Cardoso é chamado secretamente ao palácio presidencial para explicar as razões sobre o marasmo e caos na administração pública. Renato tinha ao seu dispor uma equipa, construída, entre outras pessoas, por Alfredo Teixeira, Eurico Monteiro, a irmã do Yolanda Évora, José Maria Neves. Perante a insistência do SG para expor as razões porque a prometida reforma não saia do papel e quem eram os responsáveis pelo atraso na implementação das reformas, Renato Cardoso assinou a sua sorte política: senhor presidente o principal responsável pelos atrasos na implementação das reformas, me desculpa a franqueza. O principal responsável pela não implementação das reformas é o nosso próprio partido, o Paigc. Perante o olhar incrédulo do AP, Renato disse. Me desculpa mais uma vez.

  7. Lúcio Tavares
    Acho que tu é que estás completamente equivocado. Renato Cardoso foi assassinado em 30 de setembro de 1989, nas vésperas da democracia pluralista, e por gente que hoje todo o mundo que vivia perto da política paicv sabe. Tenta saber quem era o marido da mulher que estava a ver o por do Sol com o Renato nesse dia. E qual era a profissão dele e onde se formou nessa área. Do assassinato. Qual era a função desse homem. O Maika não disse tudo por uma questão de seriedade quanto a provas, mas daqui a algum tempo quando esse pessoal já não estiver neste mundo, a verdade vira à tona como o assassinato de Cabral. Hoje só não quer ver quem não quer.
    Por acaso sabes dizer porque todas as provas foram linearmente APAGadAs? A PJde um país amigo sabe e muito bem.
    Todos nós que vivemos nesse tempo sabemos que altos responsáveis do Paicv e do governo foram detidos em casa, mas detidos. Que houve tentativa de golpe dentro do Paicv so gente que nasceu depois ou militante ferrenho que não vêm nada, por não querem não se aperceberam?
    Graças a uma resistência forte e a uma ala mais democrática do paicv, mas com pressão forte a nível nacional e internacional, conseguimos a liberdade de hoje.
    Que ele era o homem forte do Pires só quem nasceu em 1980 nao sabe.
    Que era um Democrata e por isso pressentiu o seu assassinato e não falou só com o Maika mas com muitas outras pessoas é do conhecimento comum pelo menos de pessoas que estiveram e viveram próximos dele.
    Quem o matou foi um especialista. Caboverdiano? Claro que não. Foi um tiro de mestre, gente que aprendeu a fazer isso.
    Tente movimentar o cérebro e certamente algo vira ao teu “ Tete”
    Perdemos um grande homem, assassinado por razões políticas internas mas por um especialista não Caboverdiano.
    A história confirmará, assim como a morte de A Cabral.
    Os assassinos por mais que fujam depois da morte tudo bem a claro
    E a história é prova disso.
    Nem Cabral nem Renato cada um na sua dimensão mereciam isso.
    Maika obrigado pelo ponta pé de saída.
    Os assassinos mesmo depois de mortos pagarão pelos seus atos cobardes.

  8. Acho ki já é altura di Caboverdeanos sabi verdadi, pmd afinal di contas o suspeito di Assassinato di Dr.Renato Cardoso foi brutalmenti maltratadu na altura, ntinha apenas 9 anos di idadi nta estudaba Quarta Classe na antigo ENAPOR (frenti arquivo historico, ao lado di Esplanada na Motcha la na Capitania). badiu boxero djan conxeba el di vista ta treina na Gamboa di repenti nu odja kel pugilista na zero ,abandonado e visto como Assassino e nôs ki ta estudaba na ENAPOR na altura nu obi ta fladu me mata alguem (Dr.Renato Cardoso), dja passa 33 anos nta lembra como si fossi hoji, autor di es texto caba di confirma ma mandante di Assassinato sta vivo e autor di crime tambe sta vivo e mê ta vive na interior di ilha di Santiago mê un Ofiçial Militar na reserva. (KA NU SKECI MA AUTOR DES TEXTO SR.MAIKA LOBO MENÇIONA NOMI DI KEL KE CONSIDERADO PA TUDO CABOVERDEANOS COMO INSTITUIÇÃO MAS CREDÍVEL DO PAÍS) FORÇAS ARMADAS. (F.A.)
    Bom , si dja foi confirmado autor di crime, Nta pide a quem é di direito pa fazi alguem kuza pmd Badiu Boxero hoji sta vive na pobreza extremo ta fazi mandado na Sucupira pa sobrevive dado a incapacidadi di trabadja pmd maltratu fisíco e psiquico.( Corpo e menti).
    Agora ku es confirmaçon nu ten ki pide justiça aserio, pmd Dr.Renato Cardoso foi trado di caminhu e Badiu Boxero usado como terra na odjo pa engana alguns pessoas na altura.
    KI SEJA FEITA A JUSTIÇA PELO MENOS PA BADIU BOXERO MORRI EM PAZ KU EL MESMO E TEN ALGUN INDEMINIZAÇON PE VIVE KU DIGNIDADI KE FOI TRADU BADIU BOXERO NA ALTURA DI CRIME .
    Pa kenha ki ka sabi BADIU BOXERO é grandi pessoa fino e di tratu fino.
    Nten orgulho di fla ma nu conxi na boxe e mê excelente ser humano.
    NHÔS BAI SUCUPIRA NHÒS ODJA MO KE STA DIPOS DI 33 ANOS.
    MAIKA LOBO, NA NHA HUMILDE OPINION É DEVIA SER TCHOMADO NA JUSTIÇA (TRIBUNAL) PE BAI FLA NOMI DI MANDANTE E AUTOR DI ASSASSINATO DI DR.RENATO CARDOSO .
    Assi pa nu fika nôs Tudo claro ku o ki contice no dia 29 di Setembro di 1989.

  9. 1. Não faz uma semana, JMN disse que “precisamos” realizar Cabral, numa referência aos 30 anos da nossa Constituição. De tão estúpida que foi a proposta, ninguém levou a sério a brincadeira ridícula do PR. Realizar Cabral é, na ótica de JMN, voltar à ditadura do partido único, à coletivização dos meios de produção, às milícias populares, aos tribunais populares, numa palavra aos “camaradas”. 2. Hoje JMN escreve que o debate político está a perder o vigor de outros tempos e, como “explicação” aponta que muitos querem apegar ao passado e conservadorismo retrógrado. 3. Bom, sem prejuízo de aconselhar o Zemas uma consulta ao psiquiatra, vou desde já avisar que sou convervador nos costumes, e por isso, eu combato a esquerda com todas as energias. 4. Afinal, que deseja o Zemas que discutamos: a ideologia do género; a masculinidade e outras bandeiras da esquerda? 5. Mas não é esse mesmo Zemas que corrompeu uma parte do clero para se eleger, criando ciclos de debates sobre o Papa Francisco e agora acha chato ser conservador? 6. Estará o Zemas a incentivar a Teologia de Libertação, que tantos estragos fez à Igreja de Roma? Não, não somos nem tolos, nem libertários Zemas. Está com tédio na PR? Vá trabalhar, isso é que te faz falta!

  10. Uma nota apenas. Não sei se Pedro Pires foi ou não ao Hospital ver o Renato. O certo é que, esse “animal politico”, na ilha do Sal, antes de apanhar o avião, Pedro Pires garantiu à radio nacional que a morte de Renato não teve motivações politicas (!!!|), uma declaração que muitos estranharam por ter sido feita antes de qualquer investigação.

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