Redução de 10% no gasóleo para pesca deixa de fora pescadores artesanais e gera críticas

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A principal crítica prende-se com a exclusão da pesca artesanal, que concentra a maioria dos operadores e enfrenta igualmente os efeitos da escalada dos preços dos combustíveis

A decisão do Governo de reduzir em 10% o preço do gasóleo destinado à pesca industrial e semi-industrial está a ser recebida com satisfação, mas também com reservas por parte dos representantes do setor.

O presidente da APESC, Suzano Vicente, considera a medida positiva, mas insuficiente perante os sucessivos aumentos registados desde o início do ano. Segundo o dirigente associativo, o preço dos combustíveis acumulou uma subida de 51% entre janeiro e outubro, observando que qualquer diminuição “é sempre bem-vinda”, mas entende que o Governo poderia ter ido mais longe na sua proposta.

Também Atlarmino Neves, presidente da Associação de Pescadores de Porto Novo, manifesta preocupação com a exclusão dos pescadores artesanais, que representam a maior parcela dos profissionais do setor e enfrentam maiores dificuldades económicas.

O dirigente alerta ainda para os encargos adicionais suportados pela pesca artesanal, nomeadamente a taxa de manutenção rodoviária aplicada aos combustíveis, cuja cobrança considera injustificada para esta atividade.

Apesar de reconhecerem o alívio proporcionado pela medida governamental, os representantes dos pescadores defendem apoios mais abrangentes, capazes de responder às dificuldades de todo o setor, particularmente da pesca artesanal.

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