“Referendos” decorrem nas regiões de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia, mas líder Ucraniano afirma estar convencido de que “o mundo irá reagir com a maior justiça aos pseudo-referendos”
Nas regiões separatistas da Ucrânia iniciaram-se, na sexta-feira, 23, os chamados “referendos” sobre a anexação pela Rússia.
Em Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia (sob controlo parcial das forças Russas) respira-se democracia, pelo menos para o mundo ver.
Há urnas móveis disponíveis para que todos se possam pronunciar até à próxima terça-feira, mesmo que o desfecho já esteja claro em Moscovo.
O resultado “positivo” foi, aliás, profetizado a plenos pulmões pelo líder separatista de Donetsk, Denis Pushilin. “Hoje está-se a fazer história. Todos os residentes do Donbas, que sobreviveram heroicamente a todos estes testes durante oito anos, estão envolvidos. As pessoas não foram desencorajadas pela escolha feita em 2014, pelo contrário”.
As palavras, emotivas, foram reproduzidas à letra pelo homem forte de Kherson. Também aqui, os moradores respondem à pergunta se querem ou não se juntar à Rússia.
Cenário idêntico vê-se em Mariupol, que a Rússia ocupou depois de semanas de bombardeamentos que provocaram a morte de dezenas de civis.
A Ucrânia recusa baixar a guarda.
As urnas fecham dentro de quatro dias, no dia 27.
Nas regiões de Donetsk e Kherson a votação presencial ocorrerá apenas no último dia.
Para a Presidente da Câmara Alta do Parlamento Russo, Valentina Matviyenko, os residentes das áreas ocupadas estão a votar “pela vida ou morte”. Entretanto, o Presidente Ucraniano pediu a condenação do que considera ser “pseudo-referendos” organizados pela Rússia em quatro territórios conquistados após a invasão do País a 24 de fevereiro.
Zelensky afirma estar convencido de que “o mundo irá reagir com a maior justiça aos pseudo-referendos” e que estes “serão inequivocamente condenados”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o líder Ucraniano foi claro: “Salvem as vossas vidas e ajudem-nos a enfraquecer e destruir os ocupantes. Escondam-se da mobilização Russa. Evitem cartas de recrutamento. Tentem chegar ao território livre da Ucrânia”, afirmou.


