Reino Unido vai doar 100 milhões de vacinas contra Covid-19

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Boris Johnson fará o anúncio hoje na abertura da cimeira do G7

          

O Reino Unido vai doar 100 milhões de vacinas anti-covid-19 excedentes, das quais 25 milhões até ao final de 2021, anunciará hoje o Primeiro-Ministro Britânico, Boris Johnson, na abertura da cimeira do G7.

A novidade chega um dia depois de a Casa Branca confirmar que os Estados Unidos vão comprar 500 milhões de doses da vacina Pfizer para serem distribuídas por 92 países desfavorecidos, 200 milhões das quais até ao final do ano e as restantes na primeira metade de 2022.

Na semana passada, Johnson pediu a outros líderes do G7 que ajudassem a vacinar o mundo inteiro até ao final de 2022, esperando que na cimeira sejam feitos compromissos de fornecer pelo menos mil milhões de doses, seja por donativos de excedentes ou financiamento.

O Reino Unido planeia entregar o primeiro lote de cinco milhões de doses antes do final de setembro, quando se espera que toda a população adulta Britânica já esteja imunizada e potencialmente tenha começado a vacinação a crianças.

Segundo um comunicado, 80 milhões das doses vão para a Covax, a iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde que visa assegurar vacinas a países de médio e baixo rendimento, e as restantes serão partilhadas de forma bilateral.

“Como resultado do sucesso do programa de vacinas do Reino Unido, estamos agora em posição de partilhar algumas das nossas doses excedentes com aqueles que precisam delas. Ao fazê-lo, daremos um grande passo no sentido de vencer esta pandemia para sempre”, afirmou, urgindo outros líderes a fazer promessas semelhantes.

No total, o Reino Unido encomendou 517 milhões de doses de diferentes vacinas para uma população total de cerca de 66 milhões de pessoas, mas argumenta necessitar de vacinas suficientes para reforços ou para responder a novas variantes.

Reino Unido, EUA e União Europeia já têm mais de 50% da população vacinada com uma dose, mas no continente africano só 2% da população está imunizada e a média mundial é de 12%.

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