Afirmação é do Ministro da Agricultura e Ambiente. Gilberto Silva reconhece, entretanto, alguns avanços nos temas de negociações
A Conferência Mundial do Clima, COP26, que aconteceu em Glasgow, na Escócia, terminou no dia 13 de novembro, e é chegada a hora de se fazer o balanço, da participação de Cabo Verde na Cimeira.
O Ministro da Agricultura e Ambiente considerou que os resultados ficaram “muito aquém das expetativas iniciais”, não obstantes alguns avanços conseguidos.
De acordo com Gilberto Silva a assunção da meta de 1,5ºC não foi atingida nesta COP, tendo em conta os compromissos apresentados pelos principais países emissores de gases de efeitos de estufa, que contribuem para o aquecimento global e a temperatura média do planeta no final do século que será aumentada em 2,4 graus.
Conforme disse o governante, “isto é muito mau para o planeta”, principalmente para um pequeno País insular como Cabo Verde. “A meta estabelecida em 2009 na COP 15, em Copenhaga, de disponibilização de 100 bilhões de Dólares para o financiamento climático até 2020 passou nesta COP para 2025, o que dificulta a aceleração da ação climática”, acrescentou.
Outro aspeto a lamentar é o facto de não ter havido um consenso em como as perdas e danos resultantes das mudanças climáticas nos países devem entrar no pacote de financiamento global.
Cabo Verde participou também em várias reuniões de negociações e eventos à margem da COP26, e sempre posicionou a favor das iniciativas globais sobre a declaração sobre a floresta e o uso de terra, a declaração sobre a emissão zero de veículos e a declaração sobre a agenda inovadora do clima.
Não obstantes dos aspetos menos conseguidos, na Cimeira, disse Gilberto Silva, houve avanços nas negociações, como por exemplo na matéria do financiamento climático, e Cabo Verde como um País Arquipelágico ganhou com essa medida. Além disso, outro ganho é que o pacote do livro de regras do Acordo de Paris que já foi concluído.
“Foi finalmente definido o quadro de transparência que constitui a espinha dorsal do acordo de Paris, ou seja, o mecanismo que permite os países apresentarem da mesma forma os respetivos relatórios de transparência para que se possa avaliar se os recursos alocados foram efetivamente aplicados na ação climática”, reforçou.
Na COP26, houve ainda consenso entre as partes na eliminação progressiva do uso do carvão par fins energéticos e na eliminação dos demais combustíveis fósseis.


