RSF alertam para “declínio preocupante” da liberdade de imprensa em África

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Segundo a organização, 80% dos países Africanos registaram um agravamento dos indicadores económicos, o que compromete a independência editorial

Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertam, no seu Índice Mundial da Liberdade de Imprensa 2025, para um “declínio preocupante” da liberdade de imprensa em muitos países Africanos, apontando a fragilidade económica, a concentração da propriedade dos media e a pressão dos anunciantes como principais fatores.

Segundo a organização, 80% dos países africanos registaram um agravamento dos indicadores económicos, o que compromete a independência editorial. A concentração dos meios em grupos próximos ao poder é visível em países como Nigéria, Serra Leoa e Camarões, enquanto a dependência da publicidade estatal e empresarial tem provocado autocensura em redações, como no Benim, Togo e Quénia.

A RSF destaca ainda a escassez de apoios públicos transparentes, os riscos de segurança, especialmente no Sahel, e a repressão judicial.

Burkina Faso, Mali e República Democrática do Congo enfrentam situações críticas, com jornalistas forçados ao exílio ou impedidos de exercer a profissão.

Uganda, Etiópia, Ruanda e Eritreia estão entre os piores classificados do continente, enquanto Cabo Verde, África do Sul, Namíbia, e Gabão lideram em liberdade de imprensa.

A nível global, os RSF classificam pela primeira vez o estado da liberdade de imprensa como “situação difícil”.