RTC repudia acusações de interferência editorial feitas pela Deputada Carla Lima

2

Perante a gravidade das declarações feitas em sede parlamentar, o Conselho de Administração da RTC anunciou que poderá acionar “os mecanismos legais competentes” para defesa da sua honra e do seu bom nome

O Conselho de Administração da Radiotelevisão de Cabo Verde (RTC) manifestou “profundo repúdio” às declarações proferidas pela Deputada do PAICV, Carla Lima, durante o debate sobre o Estado da Nação, na quinta-feira passada, nas quais acusou o órgão público de interferir nos conteúdos editoriais e de assinar contratos à revelia da Direção.

Em comunicado, a RTC classificou as alegações como “falsas, infundadas e atentatórias à verdade institucional”, acusando a Deputada de procurar criar “uma perceção pública de desvio de competências” por parte da Administração, o que, segundo a empresa, “não corresponde à realidade nem aos factos documentados”.

O Conselho de Administração assegura atuar “estritamente dentro dos limites da lei, dos estatutos da RTC e do contrato de concessão, com total respeito pelos princípios da legalidade, boa governação, transparência e autonomia editorial consagrada aos órgãos internos da RTC”.

Sublinha ainda que a autonomia editorial não equivale à independência administrativa ou financeira, nem autoriza qualquer estrutura a assumir compromissos ou assinar protocolos sem validação da administração.

“O CA reafirma que não interfere na linha editorial dos órgãos da RTC e repudia veementemente qualquer tentativa de politização da gestão da empresa pública de comunicação social ou de instrumentalização da sua atuação para fins alheios à sua missão”, acrescenta a nota.

Perante a gravidade das declarações feitas em sede parlamentar, pela Deputada Carla Lima, o Conselho de Administração da RTC anunciou que poderá acionar “os mecanismos legais competentes” para defesa da sua honra e do seu bom nome.

A administração garante que a RTC continuará a cumprir o seu papel de serviço público de comunicação com independência editorial, gestão transparente e sentido de missão para com a sociedade Cabo-verdiana.

2 COMENTÁRIOS

  1. Em comunicado, a RTC classificou as alegações como “falsas, infundadas e atentatórias à verdade institucional”, acusando a deputada de procurar criar “uma perceção pública de desvio de competências” por parte da administração, o que, segundo a empresa, “não corresponde à realidade nem aos factos documentados”.
    É lamentável ver uma deputada nacional ter uma postura tão ridícula e vergonhosa durante o debate sobre o Estado da Nação. Infelizmente, esta parece ser a nova realidade dos apoiantes do francisco. Ela foi eleita e agora pensa que pode mentir, caluniar e ofender os outros. È da turma do Alex èvora?????
    Senhora deputada, a sua postura como jornalista sempre foi ética e moral? A sua postura como mulher sempre foi cheia de ética e respeito pelas outras mulheres? Cabo Verde é pequeno demais para fingirmos ser o que não somos.Senhora deputada, não tente imitar a Dra. Janira. Ela, sim, é poderosa, rica e não depende do PAICV para ser quem é e para ter o que tem. Tenha bom senso, senhora deputada!

  2. Perante a gravidade das declarações feitas em sede parlamentar, pela Deputada Carla Lima, o Conselho de Administração da RTC anunciou que poderá acionar “os mecanismos legais competentes” para defesa da sua honra e do seu bom nome. Poderá????? Então porque não aciona? Medo de quem?. Se fosse um cidadão qualquer a fazer estas afirmações o CA poderia até ponderar acionar menacanismos legais, agora sendo um jornalistae da casa a afirmar tudo o que ela disse ficam muitas dúvidas no ar que irão ser replicadas por outros deputados da oposição e pelos analistas das redes sociais. Que o CA decida como quer ficar na foto.Façam valer o salario que recebam.

Comentários estão fechados.