Antigo Selecionador nacional sublinha que o crescente prestígio da equipa nacional poderá facilitar o recrutamento de jogadores da Diáspora
O antigo Selecionador de Cabo Verde, Rui Águas, manifestou grande satisfação com a inédita qualificação dos Tubarões Azuis para o Mundial de 2026, destacando o impacto desportivo e social que o feito pode ter para o País.
“Cabo Verde pode tirar partido, não só desportivo, mas em várias áreas. Ir ao Mundial vai valorizar pelo futebol um pequeno País, e tem de se potenciar o mais possível o que esta oportunidade dá”, afirmou o treinador Português, que orientou a Seleção nacional em duas fases, entre 2014-2015 e 2018-2019.
Rui Águas sublinha que o crescente prestígio da equipa nacional poderá facilitar o recrutamento de jogadores da diáspora, sobretudo num contexto em que o campeonato Cabo-verdiano “não é profissional e dificulta o desenvolvimento de talentos internos”.
O técnico, de 65 anos, recordou também o processo de identificação de talentos na Diáspora, que marcou a ascensão de Cabo Verde na última década, com 25 dos 37 jogadores utilizados na fase de apuramento nascidos fora do País. Entre os casos de sucesso está o defesa Roberto Lopes “Pico”, que o próprio Rui Águas contatou via LinkedIn em 2018.
O ex-selecionador elogiou ainda o atual técnico, Bubista, destacando a sua capacidade de liderança e união do grupo. “Formar um coletivo nunca é simples, e o espírito que se cria é muito obra de quem está à frente”, frisou.
Para Rui Águas, o sucesso de Cabo Verde é reflexo da força e talento do povo Cabo-verdiano. “Não se explica pelos meios e pelo poder, mas pelo talento. A raça Cabo-verdiana é muito talentosa no desporto, na música e na literatura. É um País pequeno, mas com uma força humana capaz de realizar pequenos milagres.”


