As tradicionais festas do Dia do Município e da Bandeira de São Filipe tiveram início no passado sábado, 18 de abril, com um programa diversificado que se estende até 1 de maio, destacando novidades na vertente religiosa e uma forte aposta na cultura, desporto e turismo local
Arrancaram no último sábado, 18 de abril, as Festas da Bandeira de São Filipe 2026, uma das mais antigas e emblemáticas manifestações religioso-culturais de Cabo Verde. As celebrações, que decorrem até ao dia 1 de maio, assinalam o Dia do Município e homenageiam o santo padroeiro, reunindo a comunidade local e a Diáspora num ambiente de fé, convívio e afirmação da identidade cultural.
O programa das festividades foi preparado em parceria entre a Câmara Municipal, a Casa das Bandeiras, os festeiros e a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. A organização apela à participação ativa dos munícipes, emigrantes e visitantes, promovendo um espírito de união e valorização das tradições locais.
Este ano, as festividades começaram mais cedo e incluem uma programação variada que abrange iniciativas desportivas, culturais e turísticas. O arranque ficou marcado pela realização de um torneio de futebol juvenil nas categorias sub-10 e sub-14, bem como pelo início de excursões a pontos turísticos emblemáticos da Ilha, como Salinas, Fonte Bila, o Vulcão e um tour pela Cidade de São Filipe.
Ontem, domingo, o programa prosseguiu com atividades recreativas e desportivas, incluindo jogos tradicionais como damas, xadrez, oril e bisca, além de provas de natação, reforçando o caráter inclusivo e participativo das festas.
A nível religioso, uma das principais novidades desta edição é a celebração da Nissa de abertura das festividades, seguida de procissão a partir das antigas ruínas da Igreja de São Filipe. Outra inovação é a realização da Missa do emigrante, pensada para reforçar os laços entre os Sãofilipenses residentes e a Diáspora, valorizando o contributo de todos os que mantêm uma ligação ao município.
As Festas da Bandeira têm ainda um significado especial, ao assinalarem, este ano, os 109 anos desde o desenterro da bandeira, ocorrido em 1917.


