São Tomé e Príncipe vai às urnas amanhã para eleger Presidente da República

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Mais de 142 mil eleitores são chamados a votar na primeira volta das presidenciais, marcada pela disputa entre o atual chefe de Estado e os principais candidatos da oposição, sob o olhar de observadores internacionais

São Tomé e Príncipe realiza amanhã, domingo, dia 19 de julho, a primeira volta das eleições presidenciais, num dos mais importantes momentos da vida política do país desde a transição democrática. Cerca de 142.191 eleitores, residentes no território nacional e na diáspora, estão inscritos para escolher o próximo Presidente da República para um mandato de cinco anos. Destes, 121.670 votam no arquipélago e 20.521 exercem o direito de voto no estrangeiro, incluindo Cabo Verde.

A corrida presidencial iniciou-se com cinco candidaturas aprovadas pelo Tribunal Constitucional. No entanto, Jorge Bom Jesus, antigo primeiro-ministro e líder do MLSTP-PSD, anunciou a desistência já depois de terminado o prazo legal, pelo que o seu nome permanece no boletim de voto, embora tenha retirado o apoio à candidatura. Assim, a disputa efetiva concentra-se em Carlos Vila Nova, atual Presidente da República e candidato à reeleição, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João Bonfim e Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny.

Entre os candidatos, os analistas apontam Carlos Vila Nova e Nito D’Abreu como os principais favoritos. Vila Nova procura renovar o mandato, apresentando-se como garante da estabilidade institucional, enquanto Nito D’Abreu tem centrado a sua campanha na necessidade de mudança, prometendo um país mais inclusivo, maior proximidade com as comunidades e melhores condições de vida para a população.

A campanha eleitoral decorreu durante duas semanas e foi dominada por temas como o elevado custo de vida, o desemprego, o crescimento económico, a melhoria dos serviços públicos, a luta contra a pobreza, o reforço das instituições democráticas e a estabilidade política, num contexto marcado pelas sucessivas mudanças governativas registadas nos últimos anos.

A votação decorrerá sob forte acompanhamento internacional. A CPLP mobilizou uma missão de observação eleitoral liderada pelo antigo ministro angolano João Bernardo de Miranda, integrada por 15 observadores. Também participam missões da União Africana, da União Europeia, da Comunidade Económica dos Estados da África Central e de outras organizações internacionais, com o objetivo de acompanhar todas as fases do processo eleitoral e reforçar a confiança na transparência do escrutínio.

As assembleias de voto deverão abrir nas primeiras horas da manhã e encerrar ao final da tarde. Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, a legislação prevê a realização de uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.

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